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Índice de violência contra mulher preocupa

No Pará, até o mês de outubro deste ano, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), registrou 5508 casos de violência e cerca de 3477 encaminhamentos para entidades que defendem, combatem e previnem este tipo de crime. No total, foram reali

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No Pará, até o mês de outubro deste ano, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), registrou 5508 casos de violência e cerca de 3477 encaminhamentos para entidades que defendem, combatem e previnem este tipo de crime. No total, foram realizados 8983 atendimentos. Destas, 38 mulheres foram encaminhadas para abrigos e 192 companheiros foram presos.

Estes tristes índices de abuso e má conduta foram apresentados pela diretora do órgão, a delegada Alessandra do socorro Jorge, durante a sessão especial alusiva ao Dia Municipal de Prevenção e Combate à Violência Contra Mulher, realizada na Câmara Municipal na última quinta-feira, 24.

Atendendo requerimento do autor da Lei que instituiu a data na capital paraense, vereador doutor Abel Loureiro (DEM), a sessão contou com apoio de movimentos de enfrentamento à violência contra mulher, órgãos públicos, vereadores e mulheres procurando esclarecimentos sobre o assunto.

“Só o fato de termos que estar discutindo este assunto em sessão especial já demonstra a gravidade do tema. Crimes contra mulher já deveriam fazer parte do nosso passado, mas ainda temos que avançar muito no enfrentamento. Por isso, tudo que foi proposto nesta ocasião será encaminhado para autoridades competentes. A violência contra mulher é uma questão de saúde pública”, destacou o vereador.

Segundo a promotora de violência contra mulher da Procuradoria Geral do Estado, Lucinery Ferreira, a estrutura ainda é muito precária para acompanhar todos os casos que chegam por lá. “Temos apenas 04 promotores e 01 psicóloga para atender um universo de milhares de ocorrências. Atualmente, temos mais de 13 mil processos tramitando nas 03 varas de violência doméstica. Um absurdo!” dispara.

Durante o pronunciamento da tribuna, a promotora propôs ainda uma nova visão sobre o combate a este tipo de violência. “Não podemos excluir o agressor do processo educador. Temos que instruí-los e dar assistência para que atitudes como estas não voltem a acontecer”, esclarece.

Compondo a mesa de trabalhos estiveram: Michele Nunes Pereira, da Comissão de Direitos Humanos (OAB-Pa); Socorro Serruya, da Coordenadoria da Mulher da Funpapa; João Bosco Gomes, Coordenador da Comissão em Defesa da Vida da Arquidiocese de Belém; Arleth Guimarães, Coordenadora do Núcleo de Atendimento Especializado da Mulher; Iranilde Russo, Presidente do Movimento Pela Vida (Movida); e Kendra Botelho, da Coordenadoria de Mulheres de Belém (Combel). (Ascom Abel Loureiro)

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