Um grupo de vândalos danificou, na noite de sexta-feira, parte da tubulação que faz o transporte de caulim em polpa da planta da Imerys até o porto de embarque de minério da empresa em Vila do Conde, no município de Barcarena. O ataque ocorreu por volta de 22h. Os sabotadores atearam fogo na tubulação, que fica exposta em função das características da área, alagadiça e com vegetação típica de igapó. Comunicada logo depois, por pes-
soas da própria comunidade, a empresa deslocou imediatamente para o local uma equipe que faz o monitoramento ambiental da área em caráter permanente e acionou, ao mesmo tempo, a sua brigada de emergência.
Ontem, no início da tarde, embora a situação já estivesse sob controle, o pessoal da Imerys continuava trabalhando na área e mantendo-a sob um esquema especial de vigilância. Uma fonte da empresa comunicou que o Corpo de Bombeiros, também acionado, já estivera no local onde ocorreu o ato de vandalismo. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia de Barcarena, e alguns moradores das imediações já prestaram inclusive depoimento. “Nós esperamos que a polícia apure os fatos e identifique os responsáveis”, acrescentou.
Ela disse que, tão logo foi notificada da ocorrência, a empresa mobilizou prontamente o seu pessoal. Com isso, acrescentou, foi possível conter sem demora o vazamento, fazendo a troca da tubulação danificada e evitando que o material (caulim) pudesse alcançar o meio hídrico. A tubulação parcialmente destruída pelos vândalos é um material de polietileno de alta densidade (PEAD), com 12 milímetros de espessura, fabricado e instalado dentro dos parâmetros legais.
SEM MOTIVAÇÃO
O ato de vandalismo e a destruição parcial das instalações foram comunicados ontem mesmo a todos os organismos responsáveis, incluindo a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM).
A direção da Imerys são sabia, pelo menos até ontem, o que motivou o ataque, e descobrir isso é uma tarefa que ela espera ver realizada pela polícia. A estrada onde ocorreu o ato de vandalismo, embora de pequena dimensão e localizada em área de uso privativo da empresa, é aberta à comunidade. “Nós não podemos fechá-la porque com isso estaríamos prejudicando a população”, disse a porta-voz da Imerys. Na verdade, algumas das comunidades próximas se estabeleceram ali há pouco tempo em áreas de ocupação irregular. (Diário do Pará)
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