O Pará dividido será mais forte. Como explicar essa teoria? É a maratona diária que o presidente da Frente pela Criação do Estado do Carajás, deputado estadual João Salame Neto, 49 anos (PPS), percorre por todas as regiões paraenses para tentar convencer os indecisos sobre como votar no plebiscito de 11 de dezembro e também modificar os que estão convencidos do contrário. A frente é denominada Por um Pará mais Forte.
João Salame é paraense. Jornalista e empresário, casado e pai de três filhos, reside em Marabá e exerce o segundo mandato como deputado estadual - e é um dos mais árduos defensores da criação do Estado do Carajás: “Estou absolutamente convencido de que não há motivo para votar contra a divisão. A divisão vai fortalecer as três regiões, Pará remanescente, Carajás e Tapajós”, assegura o parlamentar, alegando, entre outros aspectos , que os recursos destinados ao Pará aumentarão para todos os municípios, e que reduzindo o território será mais viável administrar as políticas públicas. Veja a seguir a entrevista concedida ao DIÁRIO:
P: Sabemos que a maior parte do eleitorado que vai votar no plebiscito reside no nordeste paraense. Como convencer essa massa de que a divisão não será prejudicial para o Estado-mãe, como o senhor defende?
R: Se após os estudos que estão sendo realizados pelo IPEA se chegar à conclusão de que a criação dos Estados do Tapajós e Carajás será prejudicial ao povo paraense, eu mesmo mudo minha opinião. Mas eu estou absolutamente convencido de que não há motivo para votar contra a divisão. A divisão vai fortalecer as três regiões, Pará remanescente, Carajás e Tapajós.
Leia a entrevista na íntegra no Diário do Pará
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