A divisão territorial do Estado “é o maior projeto de desenvolvimento para o Pará e para a Amazônia”, afirma o deputado federal Giovanni Queiroz, um dos defensores do Estado de Carajás. “O projeto deles é falso, foi concebido por meia dúzia, é uma falácia”, retruca o coordenador da campanha do não, publicitário Orly Bezerra. O embate aconteceu ontem à noite no programa Argumento, da RBATV, apresentado pelo jornalista Mauro Bonna. Apesar de entrevistados em blocos separados, os dois travaram um debate acalorado, pontuado pelas argumentações do apresentador.
Giovanni Queiroz, o primeiro a ser entrevistado, disse que “a virada (do sim) está sendo 2% ao dia”. Ele espera que a proposta de criação dos novos Estados (Carajás e Tapajós) seja aprovada por 80% da população. Segundo ele, Carajás já tem uma agropecuária consolidada e estaria bem melhor se o Estado tivesse um projeto de desenvolvimento. O governo, segundo ele, só fala na Lei Kandir, mas não apresenta uma proposta concreta. “O provo do interior quer transformação”.
Orly explicou inicialmente as dificuldades de uma campanha “sem candidato”. Segundo o marketeiro, a campanha do “sim” está “vendendo facilidades que não serão alcançadas”, referindo-se à pregação dos defensores dos novos estados de que o Fundo de Participação dos Estados vai dobrar com a divisão. “Isso não foi discutido com a sociedade, quem fez o mapa?” questionou.
Segundo ele, os argumentos de que as distâncias e o tamanho prejudicavam a administração caem por terra diante de constatações de que essas mesmas dificuldades serão enfrentadas pelos novos Estados, citando como exemplo o Tapajós que, com 58% do território paraense, já nasceria como o terceiro maior Estado do país. “Não podemos é perder nossas riquezas para os outros porque perderemos o nosso sonho”. Orly afirmou ainda que o governo do Estado espera conseguir pelo menos R$ 800 milhões por ano com a criação de uma taxa sobre minérios. (Diário do Pará)
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