O número de pacientes diagnosticados com a doença de Chagas no Pará até outubro deste ano chega a 114 pessoas. O índice é do Programa de Doença de Chagas, do Hospital Universitário João de Barros Barretos da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Segundo o hospital, o Pará apresenta cerca de 80% dos casos da doença no país. Até agora, a enfermidade causou a morte de 10 pessoas. O número maior de notificações ocorreu em outubro, com cerca de 20 casos confirmados. No mundo, mais de 16 milhões de pessoas estão infectadas com Chagas.
Segundo a coordenadora do programa, a cardiologista Dilma Souza, antes mesmo de constatarem estes números através da confirmação da doença por meio de exames, os índices já deveriam ser preocupantes. “Existiam muitos casos de subnotificação, em que a doença era confundida com outras parasitologias ou até mesmo problemas cardíacos. Hoje, além da fiscalização por causa do surto e do acompanhamento dos pacientes com sintomas primários, já é possível identificar os casos e estabelecer tratamentos”.
No Barros Barreto, seis pacientes infectados com a doença estavam internados há algumas semanas, destes, cinco tiveram alta na semana passada e apenas uma pessoa permanece internada, mas deve sair ainda esta semana. Dilma contou se tratar de um garoto de quatro anos, que mora no município de Muaná, na ilha do Marajó. “Assim que detectamos o problema, começamos o tratamento. Ele está reagindo bem e logo sairá”. O número de infectados este ano ultrapassou o de 2010, quando 79 casos foram confirmados pela Secretaria de
Estado de Saúde Pública do Pará, com cinco vítimas fatais, o que representa uma taxa de mortalidade de aproximadamente 6%. Para expandir os conhecimentos e diminuir o número de mortes, o Barros Barreto realiza hoje o videocurso sobre doença de Chagas, ministrado pela médica Dilma Souza. Voltado para profissionais e estudantes da área da saúde da capital e interior, o videocurso será transmitido para o Centro de Ciências da Saúde, da Faculdade de Medicina da UFPA e para os campi de Abaetetuba, Altamira, Bragança, Breves, Cametá, Castanhal, Marabá e Soure. (Diário do Pará)
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