Elas acabaram de passar por uma bateria de perguntas sobre as mais diferentes áreas do conhecimento e já vão enfrentar outra. Neste sábado, 3 de dezembro, Camila, Luciane e Lucy participam do vestibular da Universidade Federal do Pará (UFPA). Depois de responderam às questões da Universidade do Estado do Pará (Uepa), o intervalo de descanso não chega a uma semana. Na verdade, a folga mesmo só vai chegar depois das provas. Respirar então, fora de cogitação.
“Não respira”, brinca Camila de Nazaré Coelho Dominguez, de 18 anos. Candidata a uma vaga no curso de Oceanografia, ela tenta o vestibular pela segunda vez. Estudou o ano inteiro e abdicou de pequenos prazeres para não perder a chance da aprovação. “Eu saía só no começo, depois deixei de sair para estudar. Eu estudei muito. Só vou sair depois da terceira etapa da Uepa”, adianta. Com tanta dedicação, Biologia é umas das matérias que ela acredita estar afiadíssima. Só a Matemática inspira cuidados. Para deixá-las no passado, Camila considera que tenha apenas uma saída. “Estudar”.
Com a tensão passada no vestibular da Uepa, Luciane Karine Estumano de Souza, 19, ganhou mais confiança para realizar a prova da Federal. “Pode contribuir bastante, ajuda a ter uma experiência”, avalia. A rotina segue com os estudos em dia. “É a mesma, chego em casa [depois do cursinho], vou dar uma relaxada e depois começo a estudar. Diariamente”, ressalta.
Lucy Santos desacelerou o ritmo depois da etapa estadual. “Eu ficava muito tempo estudando. Depois da aula, ficava de 7h às 11h da noite. Tava muito cansativo”, lembra. Aos 17 anos, ela concorre a uma vaga em Turismo na UFPA e a uma em Engenharia Ambiental na Uepa. “Tô vendo se eu passo nas duas”, deseja. (Diário do Pará)
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