O debate promovido pela RBATV na noite da última quinta-feira dominou a propaganda política do “sim” e do “não” ontem. Cada um dos lados procurou mostrar que levou vantagem em relação ao outro, mostrando os principais trechos dos embates.
Segundo os que defendem a divisão, o debate da RBATV serviu para mostrar que apenas o “sim” tem propostas concretas para resolver os problemas do Pará. “O não só quer confundir e meter medo e não apresenta nenhuma proposta. O deputado João Salame, da Frente Pró-Carajás, apareceu explicando a polêmica do Fundo de Participação dos Estados. “Hoje existe uma cota de FPE. Com a divisão e a criação dos dois outros Estados existirão três cotas: o Pará ficará com R$ 2,6 bilhões e Carajás e Tapajós com R$ 3,3 bilhões, divididos”, detalhou.
"MEDO"
Salame questionou ainda o deputado Zenaldo Coutinho sobre o discurso do “medo”, afirmando que Lula melhorou a vida das pessoas quando o povo perdeu o medo e votou nele contra “as elites que vinham fazendo terrorismo”. “Não temos preocupações com o tamanho do Estado do Pará, mas com o tamanho dos problemas do povo do Pará. Queria que o não dissesse como pretende melhorar o Pará. Temos que ter coragem!”, rebateu o deputado federal Lira Maia, da Frente Pró-Tapajós.
Ainda segundo o programa, “ficou claro que os políticos do “não” querem que tudo continue como está e o “sim” representa a mudança e a esperança de um futuro melhor”.
O programa do “não” também mostrou o que chamou de “enganação”, na fala do deputado Lira Maia que afirmou que, nos primeiros anos, os prédios públicos dos novos Estados não funcionarão em palácios, mas sim em “acampamentos”. Celso Sabino, que é servidor público, questionou como os novos Estados irão pagar o funcionalismo público, o que classificou como incógnita. “O Estado do Pará não é o pior Estado do Brasil e temos a coragem de afirmar aqui que vamos dizer não a essa proposta imoral de divisão”, destacou Zenaldo.
Ele lembrou ainda no debate que João Salame é vice-líder do governo na AL e sabe que foi feito um acordo com os professores e vai pagar o piso em 2012. “Os separatistas falaram muito em propostas, mas em nenhum momento falaram de onde sairia o dinheiro. A única proposta dos separatistas é dividir e deixar o Pará mais pobre”, ressaltou o programa.
Ao final, Zenaldo Coutinho relacionou as principais propostas do movimento: “A primeira delas é dizer não a essa proposta indecente que só é boa para os políticos e para meia dúzia de empresários. A segunda é a aprovação da taxação mineral porque o governo precisa dessa arrecadação de R$ 800 milhões para melhorar o Estado em todas as regiões; precisamos descentralizar a administração e a mudança da Lei Kandir e, por último a união para defender nosso Estado”. (Diário do Pará)
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