Ainda na entrada do depósito público do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região era possível ouvir os lances anunciados pelos locutores: “R$ 90,00, eu tenho R$ 90,00. O senhor aqui oferece R$ 100,00! Eu tenho R$ 150,00?”. Dentre os objetos oferecidos no Primeiro Leilão Nacional da Justiça do Trabalho, realizado na manhã de ontem, os itens mais procurados eram televisões, geladeiras, fogões. Ainda assim, também estavam disponíveis objetos como sapatos, cadeiras escolares e gangorras.
Ocupando um bom espaço da área de bens confiscados em processos trabalhistas, estavam três grandes caixas de som e um jogo de luzes enrolado em uma caixa de papelão.
Era a aparelhagem ‘Diamante Negro’ que, de início, chamou a atenção. “Temos agora o grande Diamante Negro... completo e funcionando”, anunciava o pregoeiro. Porém, quando foi anunciado o valor do lance mínimo, o interesse se dissipou rapidamente.
Segundo o funcionário do tribunal responsável pelos objetos oferecidos pela 6ª Região, Antônio Jorge, já é o terceiro leilão em que a aparelhagem é oferecida. “Está difícil. O lance inicial é de R$ 8 mil. Eles dificilmente compram pelo valor mínimo. Dão um lance e vai aumentando até chegar em um valor que nós acreditamos ser próximo do que seria o mínimo. Só que para o Diamante Negro eles quiseram dar lances de R$ 1.000,00. Aí é difícil chegar nos R$ 8 mil”.
O comerciante Eliziário Nogueira estava entre os que se interessaram pela aparelhagem, mas acabou optando por gastar seu dinheiro em eletroeletrônicos. “Os preços estão meio caros. Hoje está meio difícil. Às vezes dá para conseguir boas coisas no leilão. Como é para revenda, tem que ser por um preço melhor”, explica.
Em um lance concorrido, o também comerciante Nilton Nunes, garantiu a compra de um freezer. No meio do dia, ele já havia adquirido uma geladeira e um fogão. “É tudo para revender”, afirma. “Os preços até que estão bons, mas acho que tem pouca coisa. Em outros leilões, eu via mais”.
Apesar da percepção de Nilton, o leilão disponibilizou 536 objetos para venda, referentes a 271 processos. Somente nas varas de Belém, foram disponibilizados 214 itens, dentre carros, lotes de terrenos e um imóvel, onde funcionava uma escola. Já nas varas de Ananindeua, 37 itens estavam a venda.
Além de Belém e Ananindeua, o leilão também foi realizado nos municípios de Altamira, Breves, Itaituba, Parauapebas, Redenção, Tucuruí, Santarém, e Monte Dourado. (Diário do Pará)
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