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ONG recolhe uma tonelada de materiais recicláveis

Cerca de uma tonelada de materiais recicláveis são recolhidos semanalmente por Mara Sueli Martins, de 45 anos, no Ponto de Entrega Voluntária – PEV da ONG NOOLHAR. Ela percorre mais de 20 quilômetros, saindo do lixão do Aurá no município de Ananindeua, at

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Cerca de uma tonelada de materiais recicláveis são recolhidos semanalmente por Mara Sueli Martins, de 45 anos, no Ponto de Entrega Voluntária – PEV da ONG NOOLHAR. Ela percorre mais de 20 quilômetros, saindo do lixão do Aurá no município de Ananindeua, até o centro comercial de Belém. “Eu tinha apenas 19 anos quando comecei a catar em cima do lixão pra sustentar meus três filhos apenas com o básico: alimentação e escola”, relembra Mara que vivia nas proximidades do lixão e conseguia sustentar seus filhos com o dinheiro que lucrava com a venda de materiais recicláveis.

“Hoje não vivo mais no lixão. Faço a coleta seletiva no bairro de Águas Lindas com a Cooperativa que formei e ainda tenho apoio da 'NOOLHAR' tirando cerca de 500 quilos duas vezes por semana do ponto de entrega que eles possuem”, conta sobre sua mudança de vida. Mara fundou a Cooperativa de Trabalho de Profissionais do Aurá (COTPA) que conta com outros 20 catadores.

Ela ressalta que a parceria com a ONG contribuiu muito para a qualidade do seu trabalho. “Vivemos desse trabalho. Belém fazendo a sua parte e a população fazendo a coleta seletiva, nós catadores agradecemos”, enfatiza.

Segundo Marcos Wilson, presidente da ONG NOOLHAR, outros Pontos de Coleta Seletivas serão criados em Belém, o que vai trazer mais agilidade e condição de trabalho aos catadores da cidade. “Quando aumentamos a coleta com as grandes campanhas de conscientização que fizemos na imprensa, passamos a entrar em contato com cooperativas para entregar esse material reciclável e eles venderem, podendo assim proteger o meio ambiente desse material, que não maioria é plástico e estaria se acumulando no lixão do Aurá, e passar a vender para sustentar as suas famílias”, conta Marcos.

Paraenses preocupados com o meio ambiente

Um exemplo de conscientização com a poluição ao meio ambiente em Belém é a jornalista Priscila Amaral. Todo o resíduo produzido em sua casa ela separa e leva até o PEV da ONG para reciclar. “Eu já tinha a consciência de que cada um tem que fazer a sua parte, mas eu não sabia como colocar prática. Como não há em Belém nenhuma política pública para reciclagem, foi só com a ONG que consegui colocar em pratica”, diz. Priscila separa todo o lixo seco, como vidro, plástico e papel, até o óleo de cozinha.

“Não é difícil e não dá trabalho. É muito simples. Deixo um lixeiro grande na cozinha e vou só jogando o lixo seco. Em outro pequeno despejo o orgânico. Depois guardo o seco e levo semanalmente para o PEV da ONG no meu carro mesmo”, ensina Priscila. Ela conta que foi movida por tentar fazer algo pela cidade e ter consciência tranquila de que não está degradando o meio ambiente. “É muito melhor ajudar desta maneira uma pessoa que sobrevive do lixo. Você não está ajudando uma pessoa jogando seu lixo no lixão do Aurá, onde famílias inteiras catam para sobreviver”, finaliza a jornalista.

Serviço

Ponto de Entrega Voluntária – PEV, da ONG NOOLHAR, fica na travessa Riachuelo, nº 37. Esquina com a Av. Padre Eutíquio.

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