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Dengue: municípios perdem por falta de estrutura

Após o anúncio, pelo Ministério da Saúde, de que estão na lista de cidades sob o risco de um surto de dengue, os municípios de Tucuruí e Marabá divulgaram ações no sentido de minimizar os estragos da doença, principalmente no período chuvoso, que se inten

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Após o anúncio, pelo Ministério da Saúde, de que estão na lista de cidades sob o risco de um surto de dengue, os municípios de Tucuruí e Marabá divulgaram ações no sentido de minimizar os estragos da doença, principalmente no período chuvoso, que se intensifica na região. Também integram a lista do Ministério da Saúde, no Pará, os municípios de Parauapebas e Dom Eliseu.

A coordenadora do Departamento de Vigilância em Saúde e do Núcleo Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Tucuruí, a enfermeira Elizabeth Fontenele, informou que todas as medidas estão sendo tomadas para orientar a população do perigo da proliferação do mosquito Aedes aegypti. As principais ações dizem respeito à educação em saúde, com visitas às residências feitas pelos 48 agentes de endemias do município, que atendem os 30 bairros da cidade, com uma população que ultrapassa os 100 mil habitantes.

São realizadas reuniões para orientação no combate a pontos de acúmulo de água e de lixo, em entidades de bairros e com toda a sociedade. Em novembro, a Sesma realizou uma grande mobilização do dia “D”, com campanha educativa na prevenção em pontos centrais das vias públicas do município.

Os trabalhos para o combate ao mosquito transmissor da dengue em Tucuruí, pela equipe de borrifação do fumacê, passam por dificuldades, com a falta de veículo adequado para os serviços. Por isso, houve uma redução das ações nos bairros. Para manter o trabalho de controle do vetor, a secretaria vem conseguindo veículos de outros setores, como é o caso do carro que atende ao combate a malária e realiza a borrifação nos bairros com um índice acima de 1% de proliferação do mosquito, conforme determina o Ministério.

Foram incluídos os bairros do Getat, Colorado, Jardim Paraíso, Santa Mônica e Palmares. Na Vila Permanente, onde existem mais de 2.500 residências, os serviços de fumacê são realizados através da estatal Eletronorte, diminuindo o índice de notificações de dengue no bairro, que no início deste ano foi o campeão de registros.

EM MARABÁ

O Comitê de Combate à Dengue de Marabá tem realizado diversas ações no município. Na quarta-feira passada (30), houve o dia “D” de combate a dengue, onde foram colocados sete pontos fixos na cidade, inclusive, em praças públicas, com agentes de endemia e agentes comunitários, que entregaram panfletos e orientaram as pessoas a iniciar os cuidados pela própria casa, não deixando água acumular.

Novas ações, segundo João Batista Ferreira da Silva, presidente do Comitê, serão traçadas na próxima semana, quando o grupo se reúne. “A dengue não é um problema de governo, mas é de cada pessoa cuidar da sua casa”, ressalta, completando que as pessoas têm que tirar 10 minutos, uma vez por semana, para verificar os pontos onde podem se acumular larvas do mosquito Aedes aegypti.

João Batista afirma ainda que a doença é considerada de médio risco na cidade e que os focos se concentraram mais na Nova Marabá, pois o núcleo é o que mais tem caixas d’água e reservatórios de água de forma irregular.

(Diário do Pará)

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