Moradores do edifício Wing “tem resistido à execução do projeto de adequação do prédio às novas normas da ABNT”. A afirmação é do advogado Daniel Coutinho da Silveira que, junto com o advogado Dennis Serruya, representam a empresa Porte Engenharia, construtora do prédio, localizado na Rua Diogo Moia, no Umarizal.
O pilar da garagem do edifício que apresentou problemas, no dia 16 de outubro, foi reparado “no mesmo dia do incidente” e desde então o prédio não apresenta mais risco algum, segundo os advogados.
Eles afirmam que ainda assim a empresa aceitou e assinou, no dia 20 de outubro, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público e os moradores em que se comprometeu a arcar com as despesas de laudos, hospedagem, alimentação e lavanderia.
Os próprios moradores escolheram o Grupo de Análise de Estruturas e Materiais (Gaema), da Universidade Federal do Pará (UFPA) para analisar o prédio, que constatou, em seu laudo, que o edifício não corria risco de desabamento, mas que precisava se adequar às novas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que mudaram em 2005, depois do início da construção do prédio. Isso permitiu que as autoridades(Corpo de Bombeiros e Defesa Civil) liberassem a área
“Apesar de discordar das afirmações do laudo”, segundo Daniel, a empresa aceitou realizar o projeto de adequação do prédio às normas da ABNT elaborado pelos próprios técnicos do Gaema que é formado por professores com níveis de mestrado e doutorado.
“O projeto está pronto desde o dia 17 de novembro, mas até hoje o condomínio não autorizou o início das obras”, afirma Daniel. Segundo os advogados, um grupo de moradores estaria influenciando os demais a não concordarem que a obra seja feita pela construtora, exigindo outro profissional que, para tal, apresentou um orçamento com o triplo do preço de mercado para fazer o projeto. É como se o proprietário de um carro de uma determinada marca pedissse para que outro fabricante fizesse a manutenção no veículo. Segundo eles, é um absurdo imaginar que a construtora possa colocar em risco os moradores de forma deliberada.
Os moradores não aceitam que a Porte entre no prédio para fazer as obras, que tem previsão de duração máxima de dois meses, segundo Dennis Serruya. Segundo ele, isso “penaliza a empresa com gastos indefinidos que não se sabe quando vão cessar”. A empresa que já está pagando hotel para os moradores há 51 dias. “A construtora está pagando tudo”.
Daniel diz que “não é verdade que o TAC vem sendo descumprido”, informando que a empresa está prestando toda assistência aos atingidos pelo incidente. Ele também desmentiu informações de que a construtora teria entrado com uma ação cautelar para retirar os moradores do hotel. “A Porte notificou o Hilton que não poderia mais arcar com as despesas e iria transferir os moradores para outros hotéis da cidade”. A empresa ofereceu ainda um valor mensal para aqueles que desejassem alugar um imóvel durante o período em que não houvesse a liberação do prédio e deixassem o hotel. O DIÁRIO apurou que vários moradores já aceitaram a proposta.
“É uma chance para eles saírem do hotel e levarem uma vida normal, num imóvel alugado de excelente padrão ”, diz Daniel.
“Nós estamos documentados, está tudo na Justiça”, afirma o advogado. A construtora vem cumprindo rigorosamente com todas as suas obrigações e espera ver o assunto resolvido o mais rápido possível.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar