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Professores aprendem Língua Brasileira de Sinais

Cerca de 80 professores de escolas públicas estaduais, vinculadas à 8ª Unidade Regional de Educação (URE), localizada no nordeste do Estado, participaram da Formação Continuada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Com o tema “Aprender para incluir”, a

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Cerca de 80 professores de escolas públicas estaduais, vinculadas à 8ª Unidade Regional de Educação (URE), localizada no nordeste do Estado, participaram da Formação Continuada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Com o tema “Aprender para incluir”, a formação começou no dia 28 de novembro e foi encerrada nesta quarta-feira (7), na Escola Estadual João Gabriel da Silva, no município de Santa Maria do Pará.

Na rede pública estadual de ensino estão matriculados cerca de 700 estudantes surdos ou com problemas de audição. A expectativa dos coordenadores do curso é melhorar o acesso e a permanência desses estudantes nas escolas da rede estadual, além da eliminação, gradativa, de barreiras que impedem a comunicação dos alunos com deficiência auditiva.

Os professores participaram de discussão teórica acerca da surdez, dos aspectos filosóficos sobre a educação de surdos e de oficina de confecção de material pedagógico para trabalhar com alunos surdos. A prática de Libras dominou o curso, com diálogos em dinâmica de grupo, e o aprendizado de nomes próprios, saudações, numerais, alfabeto em Libras, pronomes pessoais e demonstrativos, famílias e cores.

De acordo com Edmilson Souza, coordenador de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o curso foi organizado a partir de uma necessidade detectada e apresentada pela 8ª URE de Castanhal. “Todas as nossas ações formativas estão diretamente ligadas às necessidades de cada município ou região e, nesse caso, Santa Maria apresentou essa demanda”, informou o coordenador.

Linhas de ação - Em Belém, além dos estudantes com deficiência matriculados regularmente nas escolas estaduais, há também atendimentos especializados na Unidade Astério de Campos, no Centro de Apoio ao Surdo (CAS) e na unidade especializada conveniada ao Instituto Felipe Smaldone. “Estamos trabalhando em duas linhas de ação. A primeira é a redução das barreiras físicas, e a segunda a formação continuada dos professores da Seduc”, acrescentou.

O professor de Matemática Elizeu Barroso de Sousa tem duas alunas com deficiência auditiva, matriculadas na 7ª série do ensino fundamental da Escola João Gabriel da Silva. Na sala de aula, a afetividade tem sido uma das ferramentas que aproximam o professor das alunas. “Como eu já as conhecia, ficou mais fácil. Mas sei que nem sempre será assim, e devo me apropriar da linguagem desses alunos”, ressaltou o professor.

Segundo ele, a leitura labial facilita a compreensão do conteúdo. “Imagina dar aula de equações? Elas me ensinaram muito. Acredito que agora vamos conseguir dar uma atenção mais adequada, o que deve melhorar ainda mais o contexto da disciplina”, disse Elizeu Barroso. (Agência Pará)

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