Quarenta pontos de telemedicina em Emergência Cardiológica estão sendo implantados gradativamente pelo Departamento de Atenção Integral às Urgências e Emergências (Daiue) da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) em 39 localidades do Estado. Com apoio à distância, o objetivo do programa é realizar diagnósticos cardiológicos imediatos suficientes para identificar se os pacientes que dão entrada nas Unidades de Urgência e Emergência com dor torácica estão, de fato, com problema cardíaco.
Os procedimentos clínicos básicos são realizados nos próprios municípios, em que um paciente com suspeita de cardiopatia é submetido a um eletrocardiógrafo digital, cujas informações são enviadas por frequência de rádio, via telefone, para uma Central, onde um cardiologista de plantão avalia e manda o resultado com o diagnóstico pela internet ou fax. Todo esse processo leva em média 10 minutos.
O resultado do exame já é emitido com laudo. Caso haja alguma dúvida na conduta a ser seguida pelo médico da Unidade de Urgência solicitante, ele pode entrar em contato com a Central em Uberlândia, Minas Gerais, pelo 0800, e solicitar outros esclarecimentos ao cardiologista de plantão.
Para o diretor do Departamento de Atenção Integral às Urgências e Emergências da Sespa, Paulo Campos, entre as vantagens do serviço estão a diminuição das transferências de pacientes para o Hospital de Clínicas, que é referência em Cardiologia no Estado, e a redução de gastos pelo município com transporte desnecessário de pacientes em ambulâncias.
“A telemedicina representa inovação, modernidade, agilidade e auxílio aos médicos. Estamos com uma ferramenta que ajuda a salvar vidas e a descongestionar a rede hospitalar. Tudo isso com custo zero para os municípios”, afirma Paulo Campos. Dados do projeto já implantado apontam que mais de 1.000 exames de ECG já foram realizados. Para o serviço, o investimento anual da Sespa gira em torno de R$ 540 mil.
Dos 40 pontos, 14 já estão instalados e funcionando nas Unidades de Urgência e Emergência dos seguintes locais e municípios: Unidade de Saúde da Pedreira e Hospital Abelardo Santos, em Belém; Hospital Augusto Chaves, em Marituba; Cidade Nova VI, em Ananindeua; Hospital das Bem Aventuranças, em Viseu; Hospital Santo Antonio Zaccaria, em Bragança; Hospital Regional de Salinópolis; Unidades Mistas de Saúde de Marapanim, Curuçá e Palestina do Pará, e hospitais municipais de Barcarena, Paragominas, Tucuruí e de Parauapebas. (Agência Pará)
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