O presidente da frente pela criação do Estado do Tapajós, deputado federal Lira Maia diz que uma derrota do “sim” não deve sepultar o movimento separatista. “O povo vai continuar lutando”.
Para o presidente da frente contra a criação do Tapajós, deputado estadual Celso Sabino (PR), o movimento será de “lamber as feridas” e costurar o Pará. “Vivemos um momento único com previsões de investimentos altos. O Pará tem toda a condição de se tornar um dos Estados mais desenvolvidos do País. Para isso, precisamos estar unidos para lutar, por exemplo, contra a lei Kandir (que desonerou as exportações). Vamos costurar isso com todos os parlamentares”.
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O presidente da frente pró-carajás, deputado estadual João Salame prevê dificuldades nas relações da região sul/sudeste com os municípios do entorno da capital e com Belém.
“Aqui ficou uma mágoa muito grande porque durante a campanha fomos chamados de forasteiros e de bandidos que queriam roubar as riquezas do Pará. Os políticos daqui eram tratados como oportunistas enquanto os de lá eram todos bonzinhos”.
Salame diz que já havia uma fissura entre as regiões que apenas ganhou um elemento novo e subjetivo com o tom da campanha. Para ele, juntar os cacos dessa relação “será uma tarefa difícil’. “O que conseguiria minimizar esses rancores subjetivos seria uma política de investimentos maciços na região, em caso da vitória do não”. Mas isso não ocorrerá porque o Estado está quebrado”.
O presidente da frente diz que caso o Estado se divida será preciso um esforço para se recompor politicamente para lutar pela criação dos novos Estados no Congresso. “Caso não vença, temos que tentar levar ações concretas para a região”.
O presidente da frente contra a criação do Estado de Carajás, deputado federal Zenaldo Coutinho diz que está convicto de que a vitória será do não. “Passado o dia 11, as bandeiras terão que ser outras. Vamos trabalhar a união, universalizar nossas ações com diversidade, mas sem animosidade”.
(Diário do Pará)
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