Embaladas em uma caixa de papelão lacrada, as urnas responsáveis por computar a opinião dos eleitores da Região Metropolitana de Belém (RMB) eram colocadas uma a uma nos caminhões. Distribuídas no início da manhã de ontem, após uma cuidadosa vistoria, a maior parte das urnas eleitorais que serão utilizadas no plebiscito deste domingo, 11 de dezembro, já seguiu para os locais de votação, onde ficarão armazenadas até a chegada dos eleitores.
Segundo o técnico judiciário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) responsável pelo depósito de armazenamento das máquinas, Ricardo Vieira, a distribuição para a RMB iniciou na última quinta-feira e só deve ser concluída hoje. “A distribuição começou ontem (quinta-feira), quando algumas urnas já foram colocadas em rota”, afirma. “A distribuição é divida por zonas. No período da manhã distribuímos as urnas de três zonas e no período da tarde de mais três”.
Segundo ele, em uma análise rápida, a estimativa é de que, somente no primeiro dia de distribuição, já tenham sido encaminhadas uma média de 1.200 urnas para os municípios de Ananindeua e Marituba, para o distrito de Icoaraci e para parte de Belém.
Ainda assim, de acordo com ele, a maior parte das urnas que atendem à RMB foi distribuída ontem. “Agora de manhã serão distribuídas as urnas das zonas 28, 96 e 97 de Belém à tarde irão às das zonas 43 e 72 de Ananindeua e a 30 que é de Icoaraci. No sábado, iremos distribuir as urnas de apenas uma zona de Belém”.
MUNICÍPIOS
As urnas que atendem os municípios mais distantes do Pará já estão em seus locais de votação há mais tempo. “No dia 27 de outubro, nós já encaminhamos as 14 mil urnas do interior, sendo que as de Capanema utilizam a identificação biométrica”.
Para que as urnas cheguem sem problemas aos locais de votação, Ricardo explica que as 3.793 máquinas que atendem a todas as zonas do Estado do Pará já foram preparadas uma semana antes do início da distribuição. “Uma semana antes houve a preparação das urnas, quando é feita a instalação do sistema, o teste e a lacração da urna”.
Funcionário da zona eleitoral 96 de Belém, Walter da Silva explica que cada zona tem uma logística própria de preparação das urnas nos locais de votação. Ainda no depósito, ao verificar as urnas que deveriam ser encaminhadas para a sua zona, ele explicou como procedem após a chegada das máquinas nas escolas. “Logo que a gente chega, a gente já monta a sessão e faz a verificação de data e hora da urna. Depois disso desligamos e já deixamos lá montadas para o domingo”, afirma. “Elas ficam seguras e desligadas porque, de qualquer maneira, o sistema de segurança só permite que as urnas funcionem no dia da votação”. O procedimento é realizado em cada uma das 212 sessões
Segundo Ricardo Vieira, após a votação, a opinião dos eleitores fica computada em três lugares diferentes. “O voto fica computado no disquete, em um cartão de memória e no que chamamos de flash de votação”, informa. “Quando termina a votação, é retirado da urna o disquete, e é levado o boletim de urna impresso e o boletim de justificativa. Esses são os materiais que são levados para a contagem no Hangar. Mas as informações armazenadas no cartão de memória das urnas têm que ficar por no mínimo 60 dias. Não podemos manuseá-las antes disso”.
(Diário do Pará)
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