Os mesários das seções da Escola Professora Eiláh Gentil, no bairro do Santarenzinho, em Santarém, foram acusados de não cobrar o documento de identidade dos eleitores. A suspeita foi levantada quando o eleitor Apolo Ferreira Castro procurou a seção 78, da 104ª Zona Eleitoral, antiga seção 550, e foi avisado de que já havia a assinatura de outra pessoa no seu nome.
“Vim exercer a cidadania para ajudar a melhorar a situação do Estado e aconteceu isso. Agora, quero saber o que de fato aconteceu para que eu não venha ter problemas futuros em relação a minha documentação”, contou Apolo ao repórter Manuel Cardoso, da sucursal do Diário do Pará, em Santarém. Apolo disse que entrou em contato com os técnicos da Polícia Federal e que aguarda o resultado da investigação.
De acordo com o chefe da 104ª Zona Eleitoral, Hugo Barros, dentro da seção eleitoral o presidente de mesa é a maior autoridade. Ele explicou à reportagem do Diário do Pará que o caso vai ser apurado para verificar se um eleitor assinou no nome de outro de forma equivocada. O caso foi repassado para as autoridades competentes, entre elas, o Juiz Eleitoral e o Promotor Eleitoral.
“A Polícia Federal também vai investigar o caso por meio do grafotécnico, que é o perito em relação a grafia, para saber se o eleitor era ele mesmo e se constava dentro do caderno de votação, para ver o que de fato ocorreu e se foi um equivoco. Existem eleitores homônimos que tem o mesmo nome ou a assinatura parecida”, justifica Hugo à reportagem do Diário. Segundo ele, há possibilidades de ocorrer erros, como de um eleitor assinar no nome de outro dentro de uma seção eleitoral quando o movimento está grande. (DOL)
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