O eleitor Apolo Ferreira Castro passou por um incômodo quando procurou, na manhã de domingo (11), a seção 78, da 104ª Zona Eleitoral, na Escola Professora Eiláh Gentil, no bairro do Santarenzinho, em Santarém. Quando chegou à seção para votar, já havia a assinatura de outra pessoa no seu nome. Por conta do erro, ele ficou sem exercer o direito de voto.
Apolo garante que vai aguardar as investigações da Justiça Eleitoral. Para ele, ver que outra pessoa já havia votado em seu lugar foi uma surpresa. “Vim exercer a cidadania para ajudar a melhorar a situação do Estado e aconteceu isso. Agora, quero saber o que de fato aconteceu para que eu não venha ter problemas futuros em relação a minha documentação”, cobra Apolo, ressaltando que entrou em contato com os técnicos da Polícia Federal e que está aguardando o resultado final da investigação.
De acordo com o chefe da 104ª Zona Eleitoral, Hugo Barros, vai ser verificado junto ao presidente de mesa da seção eleitoral se um eleitor assinou no nome de outro de forma equivocada. Ele explica que o caso foi repassado para a Justiça Eleitoral e para o Ministério Público Eleitoral.
“A Polícia Federal também vai investigar o caso, por meio do grafotécnico, que é o perito em relação à grafia, para saber se o eleitor era ele mesmo e se constava dentro do caderno de votação, para ver o que de fato ocorreu e se foi um equívoco. Existem eleitores homônimos que têm o mesmo nome ou a assinatura parecida”, justifica Hugo. Segundo ele, há possibilidades de ocorrerem erros, como de um eleitor assinar no nome de outro dentro de uma seção eleitoral quando o movimento está grande.
EXÉRCITO
À exceção do registro feito por Apolo Ferreira Castro, não houve muitos registros de irregularidades em Santarém.
Uma força-tarefa composta por cerca de 200 militares do 53º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), do Município de Itaituba, integrou a equipe de segurança que atou em Santarém durante a votação no plebiscito.
De acordo com o sargento Malcher, do 53º BIS de Itaituba, a votação em Santarém ocorreu de forma tranquila e sem muitas ocorrências nas seções eleitorais. Mas diz que a tropa estava preparada para eventualidades.
“A equipe passou por um treinamento para ficar preparada para ser empregada durante o plebiscito. Além dos militares que ficaram nas ruas e nos locais de votação, ficou uma equipe de prontidão no quartel para qualquer eventualidade”.
Além dos soldados do Exército, segundo o chefe do cartório da 20ª Zona Eleitoral, Márcio Mendonça, para a segurança na área urbana, foram empregados homens das polícias civil e militar, juntamente com agentes da Polícia Federal e demais órgãos, além de juízes e promotores de justiça. Na zona rural, o efetivo de segurança ficou por conta da Polícia Militar.
De acordo com Márcio, o principal objetivo da força-tarefa foi coibir ações como boca de urna, utilização de auto-falantes e amplificadores de som, promoção de comícios ou carreatas, distribuição de material de propaganda política e uso de funcionários da Justiça Eleitoral e mesários para fazer propaganda eleitoral.
(Diário do Pará)
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