Para a realização do plebiscito sobre a divisão do Pará, neste domingo (11), foi colocada em vigor a portaria n°455, que trata da proibição da venda ou de fornecimento ainda que gratuito de bebidas alcoólicas durante o processo eleitoral, com objetivo de trazer tranquilidade para as eleições.
A Lei Seca deveria ser cumprida até às 18h. No entanto, faltando uma hora para o término das eleições, que estava previsto para as 17h, nossa equipe de reportagem flagrou vários bares funcionando normalmente em toda a cidade, tanto na periferia quanto no centro.
O funcionário público Mauro Pereira, 47, saiu de sua casa às 11h para votar. Depois do almoço foi para o barzinho e começou a beber desde às 14h. “Para mim, a lei seca é para secar as garrafas”, afirmou, sem timidez.
“Um brinde à vitória do Não”. Foi assim que a enfermeira Joseane Dias, 30, antecipou sua comemoração, reunindo familiares e amigos na frente de sua casa depois de votar. “Devemos estar sempre unidos, nada de desunião no nosso Pará. Não ligamos para a Lei Seca, já cumpri o meu papel como cidadã, agora é só comemorar”, argumentou.
O investigador Mário Rocha, da DRCO (Divisão de Repressão ao Crime Organizado), que chefiou as sete equipes que fiscalizaram a venda de bebida alcoólica em diversos bairros da cidade - juntamente com Polícia Civil, Polícia Militar e DPA (Divisão de Polícia Administrativa), responsável pela legalização e fiscalização de estabelecimento e diversões públicas - já havia realizado a notificação e fechamento de três estabelecimentos, antes mesmo das 17h.
De acordo com o inspetor Reis, da DPA, os donos dos estabelecimentos foram notificados e penalizados com uma multa de um salário mínimo, além de terem que comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos.
Ainda segundo o investigador Mário Rocha, só seriam notificados os locais que realizavam a venda de bebidas, no entanto, foi liberado o consumo domiciliar, mesmo que na frente das casas.
(Diário do Pará)
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