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CMB: hora de apaziguar ânimos

No dia seguinte ao plebiscito, o clima na Câmara Municipal de Belém (CMB) foi de reconciliação. O resultado da eleição foi o tema central dos vereadores ontem. Os discursos foram marcados pela preocupação em apaziguar o ressentimento nas áreas que desejam

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No dia seguinte ao plebiscito, o clima na Câmara Municipal de Belém (CMB) foi de reconciliação. O resultado da eleição foi o tema central dos vereadores ontem. Os discursos foram marcados pela preocupação em apaziguar o ressentimento nas áreas que desejam a separação, que reclamam da ausência do poder público nestas regiões.

O vereador Carlos Augusto (DEM) defendeu a busca de mais recursos para diminuir as desigualdades regionais. “Temos que nos juntar para acabar com a lei Kandir. Ela é a principal causa da nossa falta de recursos”.

Ele criticou a decisão da prefeita de Santarém, Maria do Carmo (PT), em declarar luto oficial ontem, após a recusa da criação do Estado do Tapajós. A cidade era candidata a capital do novo território. “Vamos acabar com o revanchismo. Incentivar atitudes como essa pode ser perigoso”.

Na opinião de Fernando Dourado (DEM), independente do resultado, o plebiscito demonstrou a maturidade dos eleitores paraenses. “O plebiscito foi um marco da democracia no Estado. Em minha opinião, não há vencedores ou perdedores. Apesar da derrota, os separatistas obtiveram mais visibilidade para seus problemas. Agora, as lideranças políticas têm que se preparar para pressionar a União a contemplar o Pará com mais recursos”.

Para Raul Batista (PRB), o ressentimento contra o resultado das eleições vem dos migrantes que vivem naquelas regiões. “Visitei Redenção faz pouco tempo e vi que não são os paraenses que querem a divisão”.

Otávio Pinheiro, vereador do PT, compartilha da mesma preocupação. “Agora eles (os separatistas) vão pressionar para uma consulta popular que envolva apenas as regiões que querem a emancipação. Eu entendo a razão de querer a separação, do isolamento dessas áreas, mas a divisão está caminhando para o ódio”, alerta.
Uma nova proposta de consulta pela divisão do Estado só poderá ser apresentada na próxima legislatura, a partir de 2015. (Diário do Pará)

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