Em uma semana, os deputados aprovaram a expansão da permanência dos servidores temporários do Estado de um para dois anos, mesmo sob críticas da oposição. Ontem (13), eles aprovaram a redução da permanência dos jovens que são beneficiados pelo programa Bolsa-Trabalho de 24 para 12 meses, além da redução dos recursos do programa e do número de jovens atendidos com o financiamento e qualificação profissional.
O orçamento de 2012 prevê cerca de R$ 20 milhões para o programa e 49 mil jovens, segundo dados do governo, já foram beneficiados. No PPA de 2010 havia previsão de investimento R$ 47 milhões no Bolsa-Trabalho, com previsão de atender até 57 mil jovens de baixa renda.
O projeto foi aprovado, inclusive, pela bancada do PT, que alegou ter sido convencida. No entanto, o Estado aumenta o valor mensal da bolsa dos atuais R$ 70 para R$ 100. O secretário estadual de Trabalho e Renda, Júnior Hage, articulou a aprovação da matéria na Assembleia Legislativa e acompanhou pessoalmente a votação. Hage justificou a redução da permanência, alegando que vai possibilitar o controle e monitoramento do Estado ao programa que, segundo o secretário, atualmente com o número de participantes é impossível.
Segundo Hage, há 26 mil jovens participando do Bolsa-Trabalho. Eles têm entre 18 e 29 anos, são desempregados e estudantes de escola pública. Com a mudança na lei, em 2012, apenas 10 mil jovens poderão ingressar no programa.
Além de receber o dinheiro mensalmente, aos integrantes do Bolsa-Trabalho são ofertados cursos profissionalizantes em áreas como turismo, corte e costura, construção civil, informática, entre outros. O secretário afirma também que com a redução do número de beneficiados, o Estado vai tentar inserir pelo menos 30% destes jovens no mercado de trabalho.
(Diário do Pará)
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