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Justiça foi feita, dizem parlamentares

Parlamentares estaduais paraenses afirmaram que a justiça foi restaurada com a determinação do Supremo Tribunal Federal para que o senador Jader Barbalho (PMDB) assuma o mandato, mais de um ano, após a eleição 2010. Celso Sabino (PR) afirmou que muitas p

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Parlamentares estaduais paraenses afirmaram que a justiça foi restaurada com a determinação do Supremo Tribunal Federal para que o senador Jader Barbalho (PMDB) assuma o mandato, mais de um ano, após a eleição 2010.

Celso Sabino (PR) afirmou que muitas pessoas questionam a aplicação da lei Ficha Limpa, mas em seu entendimento, a vontade do povo deve prevalecer sobre quaisquer outros aspectos e neste caso, aponta Sabino, Jader Barbalho foi o segundo senador mais votado na eleição 2010, portanto, é preciso que se faça justiça. “Ninguém deve ser beneficiado pela morosidade da justiça. Essa decisão já deveria ter sido tomada pela justiça, pois quase 2 milhões de eleitores aguardavam por isso”, ressaltou o deputado.

Martinho Carmona (PMDB) enfatizou que finalmente o STF resgatou a credibilidade, pois o deputado acredita que a forma como o processo de Jader Barbalho vinha sendo conduzido na suprema corte tinha viés político. “O STF tem que ser o guardião da lei, cumprir a lei, mas o ministro Joaquim Barbosa tornou a ação política, de discriminação contra Jader Barbalho”, afirmou.

O líder do PT na Assembleia Legislativa, Carlos Bordalo, disse que independente de qualquer outro aspecto, a justiça repõe um rito necessário. “Não se pode ter tratamento diferenciado para casos da mesma natureza. Do ponto de vista jurídico foi resposta a justiça com esta decisão do STF”, alegou Bordalo.

Para o deputado é legítimo que Jader Barbalho assuma o mandato de senador, já que a justiça havia decido anteriormente que a lei Ficha Limpa não se aplicaria à eleição 2010.

A decisão favorável a Jader Barbalho, dada nesta quarta pelo Supremo, vinha sendo cobrada pelas lideranças do PMDB no Senado e na Câmara dos Deputados. Para o partido, ao permitir que dois outros senadores, anteriormente barrados pela Lei da Ficha Limpa, tivessem seus votos validados, a mesma decisão deveria ser aplicada ao caso de Barbalho. Já tomaram posse no Senado Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e João Capiberibe (PSB-AP).

Tão logo receberam a notícia de que o STF havia decidido favoravelmente à posse de Barbalho, caciques do PMDB comemoraram: “Fez-se justiça, não há como fazer valer uma lei para alguns e não valer para apenas uma pessoa. Restabeleceu-se o estado de direito”, comemorou o senador Eunício Oliveira.

O senador Demóstenes Torres resumiu seu pensamento: “O Supremo está certo”. A leitura de Demóstenes é de que o senador paraense não poderia ser punido por uma lei que ainda não havia entrado em vigor em 2010.

O senador Flexa Ribeiro, que vai ser colega de Jader Barbalho pela bancada do Pará nos próximos sete anos, também admitiu que fez-se justiça. “A reconhecida liderança estadual e nacional de Jader Barbalho irá agregar valor aos trabalhos que a bancada do Pará realiza em Brasília, lutando por mais desenvolvimento econômico e social ao nosso Estado”, declarou. (Diário do Pará)

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