A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou que as obras que irão viabilizar a hidrovia do Tocantins serão realizadas. Ela recebeu em audiência nesta quinta-feira (15), o governador Simão Jatene e a parte da bancada federal do Pará. No encontro a ministra deu a garantia do início das obras, mas não definiu a quem caberá a responsabilidade, se ao Governo Federal ou à Vale.
Miriam Belchior informou que já entrou em contato com a Companhia Vale. Segundo ela, foi garantido que a empresa vai manter o projeto de instalação da Alpa. “Estamos ainda redefinindo de quem será a responsabilidade da continuação das obras da hidrovia. Mas as obras de derrocamento serão feitas”, reafirmou a ministra.
O governo federal excluiu o derrocamento do Pedral do Lourenço, na região de Marabá, das obras previstas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Desde então a bancada do Pará vem lutando para que o governo assuma novamente a responsabilidade pela construção do trecho. Uma força tarefa, liderada pelo governador Simão Jatene e com o envolvimento de líderes partidários paraenses, já esteve também no Ministério dos Transportes em setembro.
Na audiência desta quinta, a ministra do Planejamento justificou a retirada do projeto do PAC: “Tiramos inicialmente para reavaliar o orçamento que estava acima das expectativas”. Ela nformou ainda que já foi feito um estudo do orçamento do projeto e no momento o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) está avaliando tal estudo e dará um posicionamento em janeiro de 2012.
O governador Simão Jatene ficou satisfeito com a atuação da bancada paraense que se uniu em torno do desenvolvimento do Pará. “A hidrovia é um vetor de desenvolvimento regional. Essas obras são importantes para a implantação de todo um pólo produtivo”, disse o Governador.
Para que o Tocantins se torne completamente navegável, é necessário que se façam obras de derrocamento (retirada de pedras), com uso de explosivos num trecho de 43 quilômetros, compreendido entre a ilha do Bogea e o município de Itupiranga.
Em mais de um quilômetro do rio a largura desse trecho atinge cerca de 70 metros. Após a conclusão do projeto, navios com capacidade de carga de 19 mil toneladas poderão navegar no rio Tocantins em qualquer época do ano. O deslocamento das pedras vai equiparar o calado (profundidade do ponto mais baixo da embarcação) Quando concluída, a hidrovia será uma das mais importantes vias de escoamento de produtos, interligando o centro-oeste brasileiro ao sul do Pará e, posteriormente, aos mercados da Europa, Ásia e Estados Unidos.
Da reunião participaram ainda os deputados federais Zenaldo Coutinho (PSDB), Josué Bengtson (PTB), Lira Maia (DEM), Miriquinho Batista (PT), Zé Geraldo (PT) e Beto Faro (PT).
OBRAS ATRASADAS
Ainda no Ministério do Planejamento, o governador Simão Jatene e o secretário especial de Infraestrutura e Logística, Sérgio Leão, tiveram uma reunião com o secretário geral do PAC, Maurício Diniz para analisar problemas de execução de 34 obras do programa no Pará.
Sérgio Leão disse que todas as pendências do Governo do Pará estão total ou parcialmente resolvidas. Das 34 obras mencionadas, pelo menos 25 não têm projeto inicial (Diário do Pará, com informações da Agência Pará)
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