O Diário do Pará lançou esta semana a coleção “Pará de Todos os Versos, de Todas as Prosas”, que faz parte da terceira fase do projeto Orgulho de Ser do Pará. Até 18 de fevereiro, dez célebres autores paraenses vão compor a série, que revelará, semanalmente, a obra e a vida desses escritores, através de reportagens completas. Além disso, o leitor do Diário do Pará poderá ter em casa livros de cada uma destas personalidades.
Para falar sobre a escolha dos escritores e a proposta dessa nova iniciativa, o DOL Chat entrevista Elias Ribeiro Pinto, diretor de conteúdo da série e colunista de literatura do Diário do Pará. O bate-papo com os internautas acontece nesta sexta-feira (16), às 16h.
Elias fez a seleção das obras que integram a coleção e para tal ele priorizou destacar livros ainda não reeditados. “Muitos, apesar de serem os principais, tiveram pouca circulação. Procuramos selecionar obras representativas para ficarem disponíveis ao leitor.”
O primeiro homenageado é o escritor Ruy Barata, autor de versos conhecidos da poesia paraense, como "Esse Rio é Minha Rua" e "Foi Assim". Ruy inaugurou a coleção com “Antilogia”, obra publicada em 2000, que permite ao leitor conhecer melhor o poeta, por se tratar de uma compilação de poemas.
Elias conviveu com Ruy Barata e conta que o poeta foi escolhido para abrir esta fase do projeto por reunir qualidades extremadas, de ser ao mesmo tempo um homem do povo e um intelectual, autor de uma obra tão densa quanto fluente. “Ele consegue associar as qualidades de intelectual e popular. Ele extrapolou a condição de escritor e poeta através da música, se tornou conhecido, principalmente graças às gravações da Fafá de Belém”, explica o crítico.
Sobre “Antilogia”, Elias adianta que o leitor poderá se deleitar com um resumo da obra de Ruy. “No poema ‘Nativo de Câncer’, que abre o livro, o autor celebra a Amazônia através de sua mitologia. É um texto fantástico que fez o Ruy Barata ser reconhecido”, completou.
COLECIONE
Para participar da promoção e ganhar um exemplar a cada semana, basta recortar a cartela encartada no Diário do Pará e preenchê-la com os seis selos da coleção que vêm publicados na capa do jornal de domingo a sexta-feira, completando com o selo curinga, que virá aos sábados. Em seguida, é só ir até a sede da RBA, localizada na Avenida Almirante Barroso, e trocar a cartela por um livro da coleção.
SERVIÇO
O bate-papo com Elias Ribeiro Pinto será realizado nesta sexta-feira (16), a partir das 16h. Acesse o DOL Chat e participe!
(Daniele Brabo, DOL)
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