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Atendimento médico continua ameaçado

O atendimento médico nos hospitais e prontos-socorros da rede municipal de Belém a partir do próximo dia 24, quando encerra a decisão judicial que obrigou a Amazomcoop a continuar prestando serviços no município de Belém, continua ameaçado. A ausência de

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O atendimento médico nos hospitais e prontos-socorros da rede municipal de Belém a partir do próximo dia 24, quando encerra a decisão judicial que obrigou a Amazomcoop a continuar prestando serviços no município de Belém, continua ameaçado. A ausência de um representante da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) na reunião ocorrida ontem, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), inviabilizou a discussão da pauta que previa a apresentação de um plano estratégico de superação para evitar o que já estão chamando de um possível “apagão médico”.

Segundo o presidente da cooperativa, Fausto Silva, às sete horas da manhã do dia 24 os médicos associados não estarão mais atendendo, por isso é necessário que a Sesma apresente as estratégias para evitar que falte médico em Belém. “Não temos pessoal nem logística para continuar atendendo a partir de então, nem que isso seja cobrado, já que nós extrapolamos todas as tentativas de negociação e esses profissionais já se comprometeram com outros trabalhos a partir desta data. A secretaria ainda possui um débito conosco de mais de R$4 milhões”, destacou.

Para ele, qualquer tentativa de renovação do contrato só será discutida com os cooperados após a quitação dos pagamentos.

“Vamos oferecer informações sobre a logística de funcionamento da Sesma e uma proposta para a saúde de Belém baseada em experiências realizadas em Brasília e Belo Horizonte, já fizemos um levantamento e vamos apresentá-lo ao Conselho”, informou Fausto Silva.

No encontro, Conselho Municipal de Saúde, Observatório Social de Belém (OSBe), OAB e a cooperativa pretendiam receber da Sesma informações a respeito do quantitativo de médicos contratados através de chamamento público para suprir a vacância criada a partir do término do contrato e ainda obter a escala do plantão durantes as festas de final de ano.

Em nota encaminhada ao secretário geral da OAB, Mário Freitas, a número um da saúde municipal, Sylvia Santos, informou que não poderia estar presente em virtude de compromissos agendados anteriormente com outros “órgãos governamentais e sociedade em geral”.

(Diário do Pará)

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