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Proibição é vista de forma positiva em Belém

Na última quinta-feira (15) foi aprovada no Senado a lei que proíbe o fumo em ambientes fechados, tanto públicos como privados. Antes, a lei permitia o fumo desde que o estabelecimento tivesse o “fumódromo”. Mas, em alguns locais como Belém, a restrição j

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Na última quinta-feira (15) foi aprovada no Senado a lei que proíbe o fumo em ambientes fechados, tanto públicos como privados. Antes, a lei permitia o fumo desde que o estabelecimento tivesse o “fumódromo”. Mas, em alguns locais como Belém, a restrição já era total. A lei será enviada para a sanção da presidentaDilma Rousseff.

“Aqui em Belém, a proibição já incluía o fumódromo desde 2009. A nova lei não muda muita coisa, mas ajuda a esclarecer mais as pessoas”, afirma Terezinha Rossetti, chefe da Divisão de Vigilância Sanitária de Alimentos. Entre as novidades está a mudança nos maços de cigarro, que a partir de 2016, devem trazer mensagens de advertência sobre os malefícios do fumo também na parte frontal. A lei proíbe ainda a propaganda do produto, com exceção somente da apresentação do produto em seus pontos de venda.

Nas ruas da cidade, a proibição do fumo é vista de maneira positiva por muitas pessoas. Para Abraão Monteiro, gerente de uma padaria, a placa de “proibido fumar” afixada no estabelecimento é respeitada pelos clientes. “Essa placa já está ai há mais de um ano e, mesmo antes, já pedíamos para as pessoas não fumarem aqui. Os clientes aprovam”, diz.

O aposentado Vadalberto Pontes é um dos que concordam com a proibição. “Fumar na rua já incomoda a gente, imagina em lugar fechado. Já passei por situações onde a pessoa está fumando no ônibus, na parada e você não pode nem reclamar”, opina.

Já para quem é fumante, a restrição não agrada. “Eu não concordo com essa lei. Já me proibiram de fumar em bares, as pessoas reclamam. Sempre preciso sair para fumar e voltar depois”, conta o pedreiro Raimundo Silveira.

Segundo Terezinha Rossetti, desde que a lei passou a vigorar houve uma boa adequação dos estabelecimentos, algo em torno de 80% dos espaços. A fiscalização também é tida como um dos fatores que contribuem para o cumprimento da lei. Em caso de desobediência à proibição, o local recebe multa, que varia de R$2 mil a R$75 mil.

(Diário do Pará)

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