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Escolas não podem fazer listas abusivas

Pesquisar continua sendo a melhor saída para encontrar produtos baratos e de qualidade. E quem se antecipou na busca pelos materiais escolares em Belém saiu na frente com a grande variedade de produtos e lojas ainda tranquilas. Aproveitando a visita da f

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Pesquisar continua sendo a melhor saída para encontrar produtos baratos e de qualidade. E quem se antecipou na busca pelos materiais escolares em Belém saiu na frente com a grande variedade de produtos e lojas ainda tranquilas.

Aproveitando a visita da filha, que mora em Paragominas e que veio à capital passar o Natal com a família paterna, o eletricista Lucivaldo Silva começou ontem a comprar os cadernos e acessórios de Anna Karoline. “Estamos ainda na primeira parte. Se o que ela quiser passar do orçamento vamos voltar no início de janeiro e terminar”, afirmou.

Pronta para começar a 6ª série do ensino fundamental, a estudante ajudava o pai vendo os produtos que gostaria, mas também avalia preço. “Ela é econômica, felizmente. Mas já disse que é só uma vez por ano, ela tem esse direito”, brincou.

O mesmo equilíbrio tentava estabelecer a professora Michella Campos. Ao lado da filha Adreza, estudante do Jardim II, ela enchia a sacola de compras, que exibiam o gosto da criança.

Em seus cálculos ela estima gastar R$600 apenas com produtos relacionado ao início do ano escolar. “Parece muita coisa, mas no fim do ano recebemos uma pasta com as produções e vemos que eles precisam dos materiais. Eu tento manter sempre um contato com a escola, porque é importante pra todo o processo de aprendizado”, diz.

Segundo Eliana Uchoa, diretora do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon), as listas devem ser analisados com cuidado, pois algumas escolas pediam uma quantidade muito grande de determinados produtos ou materiais que não são considerados legais, como pratos descartáveis, papel higiênico e medicamentos. “Havia muitos problemas com abusos de exigências, por isso pelo segundo ano consecutivo divulgamos uma lista que mostra o que pode, em qual quantidade e o que não é permitido”, explica.

Sobre as escolas oferecem um pacote no qual o pai paga uma taxa de material junto à matrícula, Eliana cobra atenção. “É uma opção dos responsáveis, que pode ser feita por comodidade, mas não pode ser obrigação”, reforça.

Para Ribamar Garcez o gerente de uma loja no centro comercial, as vendas ainda estão baixas, se comparado ao mesmo período do ano passado. “Todos os anos recebemos a lista de material de quase todas as escolas de Belém e até agora poucas nos encaminharam”, justifica.

Mesmo assim, a loja dobrou o número de funcionários que devem auxiliar no atendimento. “Esperamos que até março ainda estejamos em ritmo de volta às aulas”, garantiu.

(Diário do Pará)

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