A administração pública não é a única insatisfeita com os rumos que a obra de Belo Monte está tomando. Representante de um dos setores que espera se beneficiar com a energia farta de Belo Monte, a Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) também cobra o cumprimento de acordos feitos pela empresa com os paraenses.
O vice-presidente da Fiepa, José Maria Mendonça, diz que Belo Monte é importante para o Pará, mas também faz ressalvas. “Aprovamos a obra, desde que sejam cumpridas todas as condicionantes do projeto. Queremos mais transparência na efetivação dessas condicionantes”, diz. Outra preocupação da Fiepa é com a saída de recursos que poderiam ser investidos no Estado.
TRANSPARÊNCIA
Mendonça cita o caso das máquinas compradas fora do Pará como exemplo e diz que é necessário mais transparência no processo de aquisição de máquinas e serviços, para que possa haver controle sobre o volume de compras feitas no Estado. Em encontro com os empresários do setor, a Norte Energia e o consórcio responsável pela obra se comprometeram a dar preferência aos fornecedores locais, o que não estaria ocorrendo. No caso das máquinas, por exemplo, Mendonça diz que não havia motivos para comprar fora.
“Como a empresa compra em grande quantidade, poderia conseguir preços de fábrica, mesmo em representantes com sede no Pará”.
(Diário do Pará)
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