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Silicone: paciente precisa estar bem informado

Foram seis meses para que a decisão da universitária Caroline Bittencourt de implantar silicone nos seios se concretizasse. Antes de fazer a cirurgia, a estudante dedicou várias horas de seus dias para pesquisar sobre o melhor médico, o melhor tipo de imp

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Foram seis meses para que a decisão da universitária Caroline Bittencourt de implantar silicone nos seios se concretizasse. Antes de fazer a cirurgia, a estudante dedicou várias horas de seus dias para pesquisar sobre o melhor médico, o melhor tipo de implante e o melhor período para fazer a operação. “A primeira preocupação é com o profissional. Eu procurei quem eram os médicos que eram referência no assunto em Belém e decidi pelo meu médico porque, além das boas referências, eu senti muita confiança nele”.

Sanada a primeira inquietação, Caroline também dedicou boa parte de sua pesquisa à prótese que usaria. Mesmo antes da recente decisão do Ministério da Saúde da França de indicar que as mulheres que tivessem os implantes de silicone franceses da marca PIP os retirassem devido às muitas queixas de ruptura, ela se preocupou com a marca que seria implantada.

“A prótese era uma grande preocupação minha porque eu já tinha pesquisado que uma prótese tinha sido proibida no Brasil. Conversei com meu médico sobre isso e ele me explicou esse caso e que não trabalhava com essa prótese”.

Segundo o cirurgião plástico Augusto Púpio, de acordo com informações obtidas por ele com no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), essa marca de implante já está proibida no Brasil desde abril de 2010. “Esse caso gerou preocupação no Brasil porque, apesar de ser francesa, 25 mil mulheres possuem esse implante aqui, apesar de ainda não ter sido notificada nenhuma ruptura”.

REPERCUSSÃO

Para ele, a maior preocupação é com os prejuízos que a repercussão que o caso vem recebendo pode causar à cirurgia plástica, já que o produto foi proibido no Brasil há bastante tempo. “Nosso medo é que a cirurgia plástica seja estigmatizada por um problema causado por uma empresa irresponsável”.

Segundo o cirurgião, o primeiro parâmetro para saber se a prótese de silicone é de confiança é o selo de qualidade da Anvisa. Ainda assim, há outros elementos que podem ajudar a confirmar que o produto é de qualidade. “O valor médio de uma prótese é R$2 mil, então, a pessoa tem que confiar no cirurgião que escolheu e não sugerir outro produto só porque é mais barato. Não dá para escolher pelo preço, tem que confiar na indicação do cirurgião”.

Segundo ele, a variedade de marcas de implantes existentes hoje é muito grande, devido a grande popularidade das cirurgias de implante mamário. Ainda assim, na hora de definir o produto a ser usado, vale confiar na experiência. “Existem várias marcas, mas eu só uso quatro que são as mais conceituadas. É preciso confiar na empresa que a produz”.

INFORMAÇÕES

De acordo com a última informação publicada pela Anvisa em seu site, a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde (AFSSAPS), responsável por acompanhar o caso na França, divulgou orientações para pacientes que tenham implantes de silicone PIP (Poly Implant Prothese) e para os seus cirurgiões.

Segundo a nota, apesar da apresentação de suspeitas de casos de câncer em pacientes que tinham o implante, esta relação não está confirmada. A Anvisa orienta que as pacientes implantadas com a prótese procurem seus médicos para realizar os exames necessários e fazer uma avaliação clínica; que os profissionais de saúde entrem em contato com suas pacientes para definir a melhor conduta e que, em caso de retirada do implante ou de identificação de eventos adversos, notifiquem a Agência.

(Diário do Pará)

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