Na primeira das chacinas de grande repercussão, entre a tarde do dia 3 e a madrugada do dia 4 de junho, a população do município de Abaetetuba entrou em pânico com uma sequência de assassinatos que, na contagem geral da polícia, chegou a cinco mortes.
O “banho de sangue” começou com o a morte do cabo PM Idasildo Corrêa dos Prazeres, em um posto de gasolina em Abaetetuba. Ele levou três tiros na cabeça e morreu na hora. Um homem, identificado como Adonai Farias de Souza, o “Ado”, seria, segundo o delegado Jorge, da Delegacia de Abaetetuba, o autor do crime.
Poucos minutos depois, Danilo Ferreira, de 53 anos, e sua esposa, Maria da Conceição dos Santos Corrêa, foram encontrados mortos em casa, na comunidade Jarumá, na estrada que leva à Vila da Beja, em Abaetetuba.
Maria seria mãe de “Boni”, que por sua vez seria comparsa de “Ado”, ainda segundo o delegado. Os autores do duplo homicídio, a tiros, seriam policiais militares à paisana, de acordo com parentes e vizinhos do casal.
Já na madrugada de sábado, dois outros homicídios deixaram os moradores do município ainda mais atordoados: um rapaz levou tiros dentro de um clube e morreu na hora. Na ocasião, um militar acabou ferido. Passados mais alguns minutos, “Nicola”, irmão de um traficante conhecido como “Tuxina”, foi morto a tiros em frente da casa onde morava, na Ruazinha.
(DOL)
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