No dia mundial da Paz, dia 1º de janeiro, uma passeata pediu justiça pelas mortes de inocentes no trânsito. A família de Adauto Melo, o guarda municipal atropelado e morto no último dia 26, organizou uma caminhada para mostrar a indignação e tristeza das pessoas que passam por essa situação. A missa de sétimo dia do guarda foi realizada na Igreja da Santa Cruz, na Avenida Almirante Barroso, de onde saiu a caminhada até o local do acidente, na mesma travessa Humaitá.
“Foi uma semana triste para a gente e ao mesmo tempo ficamos indignados. Por isso nos mobilizamos, para passar a mensagem de que isso deve acabar”, disse Célia Pinto, irmã de Adauto. Família, amigos e integrantes da ONG Movida - Movimento pela Vida também estiveram presentes na passeata. O grupo reúne cerca de 80 famílias que tiverem parentes mortos por acidentes ou assassinatos e não tiveram os casos julgados ainda. “Precisamos nos unir por que casos como esses acontecem todos os dias”, afirma Adrelina Pereira, uma das diretoras do movimento.
O acidente que matou Adauto aconteceu enquanto o agente estava orientando o trânsito na esquina daTravessa Humaitá com Avenida Almirante Barroso. Quem provocou o acidente foi o militar da aeronáutica Victor Hugo Carvalho da Costa, de 19 anos, que foi preso em flagrante, mas recebeu um alvará de soltura e foi liberado antes da virada de ano. A situação revolta a família enlutada. “A liberdade dele pode ser legal juridicamente, mas não justa. É desrespeitosa”, desabafa a irmã de Adauto.
O resultado do exame toxicológico que vai detectar se o militar usou algum tipo de entorpecente quando atropelou e matou Adauto Melo será divulgado hoje. (Diário do Pará)
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