“É verdade que foi daqui que saiu o prêmio da mega-sena?”. Essa era a principal pergunta ouvida ontem pelos atendentes da lotérica “Pé-Quente”, localizada no bairro de Nazaré, onde foi feita a aposta que deixou um paraense milionário após o sorteio da mega da virada, no último dia 31.
A pequena lotérica costuma não concentrar muitas pessoas durante o dia a dia. As filas, tão comuns na maioria das agências, só aparecem nas épocas de final de ano, quando o número de apostas costuma aumentar. Realidade que deve mudar agora, segundo acredita a proprietária do local, Aila Nina Ribeiro. “Soubemos hoje (ontem) pela manhã que o ganhador tinha saído daqui. Acho que isso dá mais credibilidade para a lotérica e deve aumentar a movimentação também”.
Esta foi a primeira vez que a lotérica “Pé-Quente” registrou um ganhador de um prêmio em um valor tão alto, R$ 35.523.497,52. “Daqui já saíram alguns prêmios, mas de um valor desse é a primeira vez. Acho que o nome da lotérica diz tudo”, brinca Aila.
As plaquinhas de “Realmente somos ‘pé-quente’ – mais um milionário em Belém ganhou aqui” espalhadas pela lotérica atraíam a atenção dos apostadores, que continuam sonhando com os prêmios milionários. “A mega-sena é a mais difícil de ganhar, mas acho que saberia usar o dinheiro. Mas primeiro teria que pensar bem em como fazer isso”, diz o entregador Walter Pamplona.
Para o autônomo Mário Reis, o importante é nunca deixar de acreditar que um dia a sorte pode lhe presentear. “Eu aposto sempre, não custa nada fazer uma fezinha. Se já saíram milionários aqui do Pará, pode ser que aconteça de novo”, conta.
MEGA DA VIRADA
A mega-sena da virada fez cinco novos milionários na noite do réveillon. Os bilhetes premiados são das cidades de Belém (PA), Russas (CE), Mauá (SP), Carmo do Cajuru (MG) e Brasília (DF). As dezenas sorteadas foram 04 – 36 – 29 – 55 – 45 – 03. O valor total do prêmio era de R$ 170,6 milhões.
Empregada entra no “bolão” e se dá bem
Que tal apostar R$ 16,00 e faturar nada menos do R$ 35,5 milhões? Foi dessa forma que a sorte veio para uma família de classe média de Belém e a empregada doméstica da casa, no último sábado de 2011. Através de um bolão com oito jogos, o grupo teve um dos cinco cartões premiados na Mega Sena da Virada. Contrariando a especulação de que seria apenas um ganhador, os felizardos compareceram ontem a uma agência da Caixa de Belém para receber o prêmio milionário.
Segundo informações da assessoria da Superintendência da Caixa Econômica em Belém, a família soube ainda na madrugada do domingo (1) que havia sido premiada. Além dos cinco a 10 ganhadores da mesma família, a empregada doméstica que trabalhava na casa dessa mesma família - e, segundo informações, incluída na última hora no bolão - também foi à agência para receber o prêmio milionário.
Os integrantes da família reconhecem que são pessoas de muita sorte, pois costumam apostar sempre e já foram sorteados outras vezes com prêmios da quadra e quina. A princípio, o grupo pretende apenas pagar as contas e algumas dívidas com o dinheiro ganho.
O restante foi aplicado na caderneta de poupança até que decidam o que fazer com todo o dinheiro. Mas informaram que pretendem aplicá-lo para viver apenas dos rendimentos. Somente a aplicação mensal na poupança geraria ganhos de R$ 230 mil por mês.
PROJETOS DE LEI
O destino do dinheiro que os sortudos ganham nas loterias federais — mas se esquecem de buscar — pode mudar. Dois projetos de lei em tramitação no Congresso determinam que os prêmios esquecidos passem a ser destinados ao Fundo Nacional de Saúde (Funasa).
Um é do deputado federal Onofre Santo Agostini (DEM-SC), já sob análise da Câmara. O outro é do senador Paulo Davim (PV-RN). Davim tenta, desde junho do ano passado, aprovar o projeto que originalmente previa que os recursos tivessem como destino único o Programa Saúde da Família; em dezembro, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado alterou o texto, ampliando os beneficiados.
Davim cita que em 2010 a Caixa Econômica arrecadou R$ 8,8 bilhões com as apostas e que o montante de prêmios não retirados chegou a R$ 169 milhões, boa parte de premiação secundária. Hoje, os prêmios não reclamados são uma das fontes do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). (Com informações da Agência Globo/RJ)(Diário do Pará)
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