Carne, leite, feijão, arroz, farinha, tomate, pão, café, açúcar, óleo, manteiga, banana. Esses itens compõem a cesta básica dos brasileiros e Belém é a sexta capital com a alimentação mais cara do país.
O reajuste entre janeiro e dezembro de 2011 foi de 7,81%, segundo indica pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). O aumento superou o índice da inflação, que marcou 6,50%. Para ter em casa os produtos indispensáveis, será necessário desembolsar cerca de R$ 243, o que representa mais de 48% do salário mínimo.
Conceição Teixeira é feirante há 40 anos e, em sua casa, manter o básico está mais caro. “Se eu faço R$ 300 reais de compras, não dura um mês”, revela. Conceição vende verduras na Feira da 25 e conta que os clientes dela também reclamam do aumento. “O hortifruti também aumenta sempre e quem vem comprar repara, mas quando aumenta aqui é porque aumentou na Ceasa, onde eu compro”, justifica.
Para não deixar nada de fora, é preciso conferir tudo e pesquisar o preço. Luiz Otávio de Lima foi ao supermercado com papel e caneta na mão. Anotava o preço de tudo que comprava para conferir se a cesta cabe no orçamento. “A gente não pode cortar nada porque tem que se alimentar, mas a quantidade está diminuindo”, afirma. “O quilo do feijão já está R$ 4, quando eu vim aqui antes, era R$ 3 e pouquinho”, conta.
No supermercado, a balconista Nailde Ferreira escuta muita gente reclamar dos preços altos. “Aqui todo mundo comenta que está mais caro. O salário aumentou, mas fazer supermercado está levando parte dele”, diz.
Para Lauro Pessoa, professor, não é só o básico que está caro. “Açúcar, leite e café estão caros mesmo, mas as frutas não ficam atrás. Duas mangas por mais de R$ 3 é um absurdo”, exemplifica.
Em dezembro de 2011, o feijão teve um reajuste de 7,27%; a carne bovina de 3,86%; o arroz ficou 2,82% mais caro; a manteiga teve alta de 2,08%; a farinha de mandioca aumentou 1,39% e no preço do café, a elevação foi de 1,13%.
No acumulado de janeiro a dezembro, o tomate teve alta de 45,98%; a manteiga ficou 26,74% mais cara; o café, 14,75%; o leite teve reajuste de 12,12%; o açúcar, de 7,69%; o óleo de cozinha encareceu 5,21%; a carne bovina teve alta de 3,64% e de novo a farinha de mandioca aparece com alta de preço acumulada de 2,82%. (Diário do Pará)
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