Há cem anos nascia um dos maiores filósofos paraenses, que mergulhou no conceito de sertão com a certeza de ele está em todos os ambientes amazônicos e que pode ser considerado não apenas um estado físico, mas também um estado de alma.
“Eidorfe Moreira foi um dos intelectuais mais complexos que temos registros no Estado do Pará e abordou a região de maneira diferenciada, valorizando aspectos geográficos, que muitas vezes se tornam fictícios na literatura”, explica o estudante de Letras, Carlos Amaral.
Entusiasta dos escritores paraenses, ele tem acompanhado a série “Pará de todos os versos, de todas as prosas”, divulgada semanalmente pelo DIÁRIO. Além de matérias sobre dez autores, o jornal oferece aos leitores livros cujas edições estavam esgotadas e eram difíceis de se encontrar. Ontem, por exemplo, saiu o primeiro selo que, junto aos demais publicados durante a semana, darão direito à aquisição do livro “Sertão: A palavra e a Imagem”, de Eidorfe Moreira.
Para Regina Paracampos, dona de uma banca de revistas no bairro Batista Campos, a iniciativa ajuda a suprir uma demanda muito grande, que é a falta de acesso à literatura paraense.
“Eu mesmo aqui na banca não tenho nenhum livro de autor regional. Acho que muita gente não os conhece porque simplesmente não consegue achar as obras”, opina. Reverter a situação começaria, portanto, com ações como a do DIÁRIO e outras abordagens, especialmente com crianças. “Muitas vezes as crianças se interessam pela leitura, mas os próprios pais tiram elas das bancas porque acham que livro é caro. É um hábito que não é estimulado e na fase adulta se torna mais raro ainda”, comentou.
Morto em 1989 Eidorfe Moreira é considerado o maior filósofo da geografia que o Pará já conheceu. Paraibano de nascimento, ele passou a maior parte da vida em Belém, onde atuou como funcionário público e professor universitário. Apesar da rara figura intelectual, ele é um nome ainda desconhecido para a maioria dos paraenses.
Resumo dos próximos livros
-"Crônicas a Sangue Frio", de Elias Ribeiro Pinto;
-"Jornadas do Conto Popular Paraense", de Vicente Salles;
-"H" Era e Antirretrato”, de Max Martins;
-"A Sexta Dose e as Hipóteses", de Mário Couto;
-"Asa e a Serpente e Manifestos Curau", de Vicente Cecim.
COMO PARTICIPAR
Para ganhar os livros é necessário colar os selos publicados durante a semana para trocar por um exemplar da coleção. Com a cartela preenchida, o leitor pode comparecer à portaria da RBA, e trocar pelo livro “Sertão: A palavra e a Imagem”, de Eidorfe Moreira, o quinto da série. (Diário do Pará)
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