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Abre-alas para a folia na Cidade Velha

Ainda faltam 44 dias para a data oficial do Carnaval 2012, mas desde o início da tarde de ontem, o som que tomou conta de algumas ruas do bairro da Cidade Velha, em Belém, foi o das tradicionais marchinhas de carnaval. Organizado em três pontos do bairro,

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Ainda faltam 44 dias para a data oficial do Carnaval 2012, mas desde o início da tarde de ontem, o som que tomou conta de algumas ruas do bairro da Cidade Velha, em Belém, foi o das tradicionais marchinhas de carnaval. Organizado em três pontos do bairro, a festa foi o primeiro grito do carnaval deste ano e teve como cenário os casarões antigos do centro histórico da capital paraense.

Com saída da Praça das Mercês, o bloco “Fofó de Belém” levou muitos foliões às ruas do bairro mais antigo da cidade. Adultos, crianças e idosos dançaram atrás do trio que tocava conhecidas músicas como a “Marcha do Vestibular”, “Jardineira” e “Me dá um dinheiro aí”. Na companhia dos filhos Fernando, de dois anos, e Juliana, de quatro anos, o advogado Marcelo Russo incentivava desde cedo as crianças a admirarem o carnaval de rua. “É muito importante que eles tenham contato com isso porque esse é que é o verdadeiro carnaval”.

Fantasiada com um colar havaiano, a pequena Júlia não queria muita conversa, o momento era de aproveitar as marchinhas para dançar e se divertir. “Eles já tinham vindo no carnaval do ano passado e gostaram muito. Eles que pediram para vir esse ano de novo”.

Quem também aproveitou o segundo domingo do ano para curtir o carnaval antecipado foi a promotora de vendas Rosângela Assunção. Acompanhada dos amigos, ela fez questão de acompanhar o trio desde sua saída da praça. “Esse carnaval é maravilhoso. Eu venho sempre, já é uma tradição”. Para ela, o local escolhido para comemorar o carnaval não poderia ser outro. “Aqui a galera sabe brincar. Dá para aproveitar sem estragar o patrimônio histórico, é só conciliar”.

RASTRO
Apesar dos banheiros químicos instalados nos pontos de concentração das festas, na Praça das Mercês poucas lixeiras eram avistadas. Enquanto o bloco passava, um caminho de latinhas de cerveja se formava, mas era rapidamente recolhido pelo catador Eduardo Brasil. “É carnaval, as pessoas não ligam para essas coisas”, disse, ao estimar que recolheria cerca de 10 quilos de latinhas durante todo o percurso. “Eu é que saio catando. Estou ajudando não só a mim, mas também toda a população”.

Os ‘rastros’ deixados pela passagem dos blocos é o que mais preocupa a aposentada Sabrina Moraes. Sentada na porta de sua casa, que fica em frente à Praça das Mercês, ela acompanhava o movimento de quem continuava na praça mesmo após a passagem do trio.

“Por enquanto está tranquilo. O problema maior é as pessoas que urinam na porta da gente. Quando o bloco passa, eles continuam com a música alta aí”. Apesar dos problemas enfrentados para ela, o carnaval da Cidade Velha tem mais vantagens que malefícios. “Não deveria acabar, mas tinha que continuar como tá agora, tranquilo”.

Palco permanente de órgãos públicos municipais e estaduais, na noite de ontem, a Praça Dom Pedro II deu destaque a mais um ponto de concentração do carnaval. Em frente ao Palácio Lauro Sodré, onde está localizado o Museu de Histórico do Estado do Pará, o cerco montado para proteger o casarão estava tomado de brincantes.

Voltados para o palco, os foliões puderam acompanhar a apresentação das marchinhas e o concurso para a escolha do Rei Momo do Carnaval 2012. “Estamos trazendo o carnaval para uma praça que durante muito tempo esteve desocupada e entregue a marginais”, explicou o presidente da Associação das Fanfarras da Cidade Velha (Asfavelha), André Kaveira.

Segundo o presidente da associação, todas as normas estabelecidas pelo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado entre a entidade e alguns órgãos da Prefeitura de Belém e do Governo do Estado estavam sendo cumpridos, ainda assim, ele afirma que a Asfavelha irá recorrer da decisão do governo de não permitir os blocos no Domingo Gordo.

TRAJETÓRIA EM NÚMEROS
22h - Segundo o TAC, a folia deve terminar neste horário, podendo ser estendida por 30 minutos.
Sete - É o número de finais de semana que terão o carnaval na Cidade Velha.
30 mil -É a expectativa de público presente na folia, segundo a organização da festa.(Diário do Pará)

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