A Fazenda Espírito Santo, localizada no município de Xinguara e pertencente à Agro Santa Bárbara, foi submetida a um clima de terror neste final de semana. Segundo nota distribuída ontem à imprensa de todo o Brasil, através de sua assessoria de imprensa, os sem-terra que ocupam ilegalmente a propriedade há mais de dois anos decidiram radicalizar e desencadearam uma nova escalada de violência.
Os invasores, que já vinham intensificando suas ações criminosas desde a virada do ano, decidiram aparentemente ampliar seus domínios. Conduzidos por caminhonetes e motos sem identificação, dezenas de homens investiram sobre a área de floresta, atearam fogo, levantaram barracos e passaram a fazer ameaças aos empregados.
De acordo com o release distribuído ontem pela Santa Bárbara, os invasores ameaçam inclusive destruir as cercas, a fim de liberar o gado e ocupar toda a extensão da fazenda.
“É mais uma flagrante agressão ao direito de propriedade, com absoluto menosprezo dos invasores às leis básicas que norteiam a convivência da vida em sociedade”, afirmou a empresa. E acrescentou: “Quanto à manutenção do estado democrático de direito, espera-se que as autoridades tomem medidas urgentes no cumprimento do seu dever, a fim de, com eficiência e eficácia, fazer valer o ordenamento jurídico e proteger os indivíduos e bens”. A Santa Bárbara manifestou a esperança de ver encerrado o ciclo da impunidade no Pará.
ATOS CRIMINOSOS
A nota distribuída à imprensa destaca que o ataque à Fazenda Espírito Santo é apenas o mais recente, mas não o único, de uma longa série de atos criminosos praticados contra as propriedades da Agro Santa Bárbara.
“O balanço é estarrecedor, cruel e contabilizado em dezenas de invasões desde 2008, sempre com muita violência e prejuízos, atentados às pessoas, ameaças de morte e cárcere privado de funcionários”, afirmou a assessoria da empresa.
QUEIMADAS
Ela denunciou também a prática criminosa de queimadas, inclusive de áreas de preservação permanente, de matas nativas e de reserva legal, além das pastagens, bem como a destruição de instalações, moradias, cercas e escolas, entre outras edificações.
A empresa denunciou, ainda, “a matança implacável de animais”. Em pouco mais de três anos, segundo revelou a sua assessoria, ela contabiliza a perda – “por abate criminoso” – de mais de 3.500 cabeças de bovinos da raça nelore de alta qualidade genética.
Nesse período, acrescentou, foram registrados mais de cem boletins de ocorrência e encaminhados mais de 150 ofícios às autoridades da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Só no mês de dezembro foram quatro ofícios, todos relatando práticas criminosas e solicitando providências.
“Até o momento, porém, nenhuma providência foi tomada pelas autoridades”, afirmou a nota, acrescentando que a área permanece ocupada, os invasores construíram barracos e, impunes, continuam praticando crime ambiental.
Violência já chegou à área urbana
O release distribuído pela Santa Bárbara assinalou que o cenário de insegurança tomou ares ainda mais dramáticos nas últimas semanas. “Além das centenas de invasões de propriedades rurais, os criminosos também passaram a aterrorizar as cidades do sudeste do Pará, praticando roubos e espalhando o pânico por toda a região”, aduziu.
Num episódio recente, relatado pela assessoria da Agro Santa Bárbara, um grupo de indivíduos, ainda não identificados pela Polícia Civil, invadiu a sede da empresa RPA, no distrito de Rio Vermelho, em Xinguara. Só nessa ação criminosa a empresa contabilizou as perdas de duas motocicletas, uma motoserra, 30 litros de gasolina, um cofre, celular, computadores, impressora e até um kit de primeiros socorros. (Diário do Pará)
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