Montar um plano de ação para atender as cerca de 30 mil famílias que, em média, ficam desabrigadas por conta de fenômenos como enchentes e alagamentos. Durante reunião, ontem, entre comandantes das mesorregiões da Defesa Civil, os representantes das áreas de risco puderam apresentar suas demandas e, a partir daí, criar um planejamento para o chamado inverno amazônico, entre os meses de dezembro a junho.
O plano final será apresentado amanhã e contará com o apoio das forças armadas em áreas com histórico de grandes impactos, entre as quais se destaca Marabá, Tucuruí, Altamira, Santarém, Alenquer, Oriximiná, Óbidos, entre outras.
Segundo o tenente-coronel José Augusto Almeida, coordenador da Defesa Civil do Estado, o conjunto de ações dão ênfase à resposta, ou seja, a reparar danos, e terá quatro fases. “Nossa atuação será voltada para a prevenção, preparação, resposta e reconstrução, a fim de atender as demandas desses municípios” explica Almeida.
“Das etapas do planejamento já está em prática, desde dezembro, a fase de preparação, que iniciou com uma atuação prévia nas áreas e entorno das bacias” adianta Almeida. Além desta, segundo o coordenador da Defesa Civil, já está em andamento a fase subsequente, que empreende visitas técnicas aos municípios com histórico de grandes enchentes, iniciada este mês.
Já a terceira fase terá início em março, quando o nível dos rios e das chuvas alcança o estado chamado de alerta. “A última fase inicia quando as famílias recebem autorização para regressar às suas casas. Mas essa autorização só será dada mediante a diminuição dos níveis pluviométricos e fluviométrico. E então, o quanto antes, daremos ênfase em assistir as famílias e reconstruir as áreas afetadas”, garante.
PREVISÕES
Desde dezembro a Defesa Civil trabalha no monitoramento do nível dos rios e do comportamento climático. José Augusto adianta que para as próximas semanas a previsão é de chuvas acima do normal, até o início do mês de fevereiro. “Já estamos de sobreaviso, mas apesar das chuvas intensas previstas, não temos indicativo de cheias, pelo menos até o próximo mês. Mas nossa ação vai depender da situação de cada localidade” enfatiza o coordenador. (Diário do Pará)
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