O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindcombustíveis-Pará) irá solicitar à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um número maior de fiscais para atuarem no Pará. A decisão foi tomada depois que a entidade recebeu mais de 50 denúncias, somente ontem, sobre possíveis fraudes no momento do abastecimento de veículos em postos de combustíveis de todo o Estado.
Alírio José Duarte Gonçalves, presidente do Sindcombustíveis, em coletiva realizada na tarde de ontem na sede da entidade, informou que durante boa parte do dia foram recebidas diversas denúncias sobre fraudes praticadas por postos de combustíveis tanto em Belém quanto em cidades do interior. “Recebemos denúncias de Santarém, Marabá, Paragominas. Todas alegando possíveis adulterações. Donos de postos denunciando outros donos de postos que estão vendendo combustível abaixo do preço de mercado”, afirmou.
Sobre as denúncias, Alírio ressalta que em alguns postos fraudadores o consumidor chega a perder 6 litros de gasolina em outros 50 pagos no momento do abastecimento. “Ao fim de um ano é um lucro absurdo para o dono do posto e um prejuízo enorme para o consumidor”.
Os preços muitos baixos, alerta Gonçalves, é um dos pontos que o consumidor deve ficar atento, pois seria um grande indicativo de que pode estar sendo lesado. “Um posto, para garantir seu funcionamento, tem de trabalhar com uma margem de lucro de 12%. Se compro o litro do combustível a R$ 2,40 aplico sobre esse valor o percentual de 12%. Preço baixo é quem trabalha com um percentual de 6% em cima desses R$ 2,40, mas de alguma forma o consumidor estará sendo lesado, na gasolina adulterada ou de outra forma. O cara perde dinheiro a não ser que seja milionário e todo mês coloque R$ 100 mil do bolso para compensar”.
Para ajudar o consumidor, Alírio informa que os postos associados ao Sindcombustíveis passam a ser identificados a partir da semana que vem. Em fevereiro o sindicato voltará com a campanha: “Preço baixo, desconfie”, que deverá alertar aos consumidores sobre os riscos de comprarem combustíveis com preços abaixo do valor de mercado. (Diário do Pará)
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