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Moradores do Marco vivem caos durante chuva

A chuva da tarde de ontem não foi das mais agradáveis para moradores da passagem José Leal Martins, no bairro do Marco, em Belém. A passagem, que poderia ser uma alternativa para o trânsito intenso das Avenidas João Paulo II e Almirante Barroso, causou tr

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A chuva da tarde de ontem não foi das mais agradáveis para moradores da passagem José Leal Martins, no bairro do Marco, em Belém. A passagem, que poderia ser uma alternativa para o trânsito intenso das Avenidas João Paulo II e Almirante Barroso, causou transtornos aos habitantes do entorno e não suportava sequer o tráfego de veículos menores.

Às margens do canal que se estende da travessa Lomas Valentina até a Vileta, pedestres, motoristas e moradores tiveram que enfrentar a enchente que alagou os quase dois quilômetros de rua.

Trinta minutos de chuva foi o suficiente para transformar a passagem em caos. Morador há cerca de 40 anos da travessa Mariz e Barros, o vendedor Antônio Ferreira Silva, 58, se equilibrava em cima da moto para não molhar os pés na água preta que escondia o asfalto, mas que mostrava na superfície uma quantidade significativa de lixo. “Desde que me entendo por gente esse canal é desse jeito. Agora estão aplicando medidas paliativas, como esse asfalto que acaba aí, exatamente onde começa o canal. É um absurdo, um crime contra os moradores”, lamenta Antônio, referindo-se a uma obra aparentemente abandonada que deixou o asfalto para o quarteirão que antecede o canal.

Antônio Ferreira reclama ainda que ele próprio já apresentou à prefeitura dossiês sobre a situação do canal, que, segundo o morador, sofre interferência direta das obras da bacia do Tucunduba. Antônio Silva é pai e avô, e teme pela saúde dos parentes. “Quando alaga a gente não tem como sair de casa, precisa meter o pé nessa água imunda”.

“Para sair de casa o jeito é esperar, a gente não tem previsão de quando vai chover, mas se chover, a gente já sabe que vai ter que cancelar tudo” comenta Gracilindo Pinheiro, eletricista que também é morador da Mariz e Barros. Para ele, a situação de descaso também afeta a área profissional. “Eu mesmo já estou atrasado para o trabalho. Mas com a chuva acabo virando refém do aguaceiro. Não tem como chegar fedendo a esgoto no trabalho”.

A situação é igual nas outras transversais que cortam a passagem. Para chegar em casa a estudante Fernanda Cardoso leva os livros na cabeça, mas as pernas e pés inevitavelmente ficam submersos na água.

SESAN
A assessoria da Secretaria Municipal de Saneamento informou que a obra da travessa Mariz e Barros, mencionada pelos moradores na matéria, não está parada, no entanto esta é interligada às obras do canal do Tucunduba, que está sob o comando do governo estadual. A assessoria informou ainda que, a nível municipal, uma obra emergencial será feita no local para conter os alagamentos. (Diário do Pará)

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