“Falar dele é fácil, era um profissional excelente. Ele vai fazer muita falta para o jornalismo paraense”. As palavras de José Vieira, chefe de reportagem da Rádio Cultura, resumem o sentimento da classe jornalística ontem, após o falecimento do jornalista Hamilton Pinheiro. Hamilton, conhecido pela emblemática frase “prossiga, comandante”, tinha 63 anos de idade e faleceu na madrugada de ontem. Desde o mês passado ele fazia tratamento após ter tido derrame na pleura. O jornalista foi internado anteontem e sofreu uma parada cardiorrespirátoria, em decorrência de um edema pulmonar.
Ontem, durante o velório, dezenas de amigos, familiares e colegas de profissão foram prestar homenagens ao jornalista. Todos que trabalharam com ele destacavam sua generosidade enquanto profissional. “Ele foi um professor, posso dizer que sou um discípulo dele, aprendi muita coisa de rádio com o Hamilton. Muitos dos grandes profissionais de rádio, tevê e jornal de Belém passaram por ele”, disse o radialista José Vieira, que trabalhou com Hamilton por 30 anos. A jornalista Rita Soares também recorda de Hamilton como um grande profissional “Ele dificilmente perdia a calma, era muito paternal. Era chamado de ‘meu comandante’ na redação, sempre bem humorado, carinhoso e paciente. Um excelente profissional, super bem informado e que se adaptava bem às mudanças”, recorda.
Hamilton Pinheiro tinha cerca de 40 anos de profissão. Trabalhou em emissoras como a Rede Brasil Amazônia (RBA) de Comunicação, Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), Rádio Cultura, entre outras. Para Hamilton Pinheiro Filho, mais que um legado no jornalismo, o pai deixa muitos ensinamentos. “Ele foi um exemplo de pai, uma pessoa dedicada, de família. Apesar de não ter formação acadêmica sempre se esmerou no jornalismo, se formou dentro das redações. Ele é para mim um exemplo de honra”.
Ele deixa esposa, dois filhos e um neto. O sepultamento aconteceu na tarde de ontem, em um cemitério particular, em Ananindeua. (Diário do Pará)
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