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Venda de caranguejos continuou no 1º dia de defeso

A ideia é preservar e garantir a reprodução das espécies, instituindo períodos de proibição de comercialização, transporte, captura em todo o Pará. Em Belém, contudo, era possível encontrar caranguejos e camarões sendo ofertados já no primeiro dia do defe

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A ideia é preservar e garantir a reprodução das espécies, instituindo períodos de proibição de comercialização, transporte, captura em todo o Pará. Em Belém, contudo, era possível encontrar caranguejos e camarões sendo ofertados já no primeiro dia do defeso dos crustáceos, que vai até o próximo dia 15. Com disposição para procurar e pagar um pouco mais caro, o consumidor garantia a compra do produto, apesar da proibição.

“Quem cria um decreto desse não entende nada de caranguejo. Basta deixar as fêmeas, que o animal se reproduz. Além disso, o perigo de extinção se dá pela exportação. Se ficasse só no Estado não precisaríamos prejudicar os paraenses”, criticou José Expedito, que há 30 anos trabalha vendendo caranguejo na feira do bairro do Telégrafo.

Assim como o caranguejo, os camarões eram vendidos livremente no local. A situação deste produto, entretanto, é mais complexa uma vez que ele pode ser vendido salgado, industrializado ou ser previamente estocado, o que para os comerciantes é o “álibi” de que foi adquirido antes da semana de proibição. Justificativa dada pelo comerciante Paulo Roberto Cardias.

“Estoquei 1.200 caranguejos em casa e trago todo dia uns 200 pra vender. Assim não estamos contra a lei e garantimos nosso sustento. O que não dá é pra ficar sem trabalhar”, diz.

Em pontos mais centrais, o cenário era um pouco diferente. Apesar de também oferecer variedade de camarões, na feira da 25 de Setembro e na do bairro da Pedreira o local destinado à comercialização de caranguejos estava vazio. O motivo seria a fiscalização intensa que a área sofre por parte dos órgãos responsáveis, que são equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Batalhão de Polícia Ambiental e da própria Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura.

Para os consumidores, a solução é esperar. Pelo menos é o que a aposentada Otila Gomes pretende fazer durante os cinco dias do defeso dos crustáceos “Acho melhor nem arriscar comprar nessas épocas porque a gente não sabe a procedência, como as pessoas armazenam. Como são apenas alguns intervalos da restrição dá pra segurar a vontade”, brinca.

O defeso é estabelecido a partir das fases da lua, por isso a duração de cinco dias. Quando começa a lua cheia é dado um intervalo que permita o acasalamento do caranguejo e garantir a reprodução da espécie. Como em janeiro haverá duas luas cheias, um segundo período, de 24 a 29 de janeiro, também foi estabelecido. A partir daí, haverá mais quatro defesos, dois em fevereiro e dois em março.

Estão proibidas comercialização, transporte e captura de caranguejo, camarão rosa e a pesca de espécies como o mapará, tambaqui, pirapitinga e pirarucu. Quem for pego comercializando o produto ilegalmente poderá sofrer punições que vão de multa à prisão. Estão liberados da restrição comerciantes que possuem produtos armazenados que tenham sido declarados ao Ibama. (Diário do Pará)

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