Para o secretário de saúde, Dr. Hélio Franco, o estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apontou o Pará como o segundo estado brasileiro com menos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), deve ser observado com ressalvas.
“Nem sempre a quantidade de médicos reflete a qualidade da saúde. Um estado pode ter um grande quantitativo, mas serem de especialidades como cirurgiões plásticos e cosmetologistas”, considerou. Para o titular da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), a qualidade da saúde também depende de outras questões.
“As pessoas precisam ter qualidade de vida, com uma renda suficiente para uma boa alimentação, saneamento básico, coleta seletiva de lixo e lazer. As endemias dependem de um trabalho interdisciplinar, dos gestores e da sociedade”, avaliou.
Ainda assim, o secretário garantiu que o Estado está trabalhando para aumentar o número de médicos no Pará. “Em 2006, foi criada a faculdade de medicina em Santarém e neste ano, a primeira turma será formada. Em Marabá a implantação do curso está em andamento e deve iniciar em 2013. Além de outro curso particular em Belém, que também será liberado”, enumera.
De acordo com o estudo do Ipea, no Pará o SUS tem apenas 1,5 médico para cada mil habitantes, enquanto a média nacional é de 3,1. O Pará está à frente apenas do Maranhão.
Segundo Hélio Franco, outra medida do estado para melhorar o atendimento é a implantação de novas unidades do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e da UPA (Unidade de Pronto-Atendimento).
“Dia 3 de fevereiro, os dois serviços serão inaugurados em Capanema e em Tucuruí, que já possui o Samu, agora terá também a UPA. Essas medidas geram empregos”, acrescentou.
Quanto à questão salarial, o secretário afirma que o valor está melhorando e que a gerência terceirizada é a melhor solução. “Cabe ao governo apenas gerenciar a política”.
(DOL)
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