Os pontos de infiltração são evidentes. Eles percorrem todo o teto da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no bairro da Cidade Velha. Em alguns pedaços mais críticos, não há sinal da pintura original, apenas borrões de tinta e mofo.
Construída em 1626, dez anos após a fundação de Belém, a bela igreja em estilo barroco receberá uma merecida reforma completa este ano, por intermédio de um convênio firmado entre a mineradora Vale e a Arquidiocese de Belém.
O documento foi assinado ontem de manhã, nas dependências do prédio, durante uma cerimônia em comemoração ao aniversário da capital paraense. Orçada em R$ 4,18 milhões, a iniciativa patrocinada pela Vale será realizada com recursos da Lei Rouanet, lei federal de incentivo à cultura.
“Essa obra é de uma importância cultural e histórica sem tamanho. Nós (a Vale) estamos inseridos fortemente na sociedade paraense e sociedade belenense. O que é importante para a sociedade é importante para nós”, discursou o diretor da Vale, José Carlos Gomes.
Os serviços de restauração envolvem a recuperação do átrio, nave, capela mor, coro, capela de adoração, capela da ordem terceira e toda a área externa. Ele ainda prevê a substituição do sistema elétrico e de iluminação; e a implantação de sistema de segurança e de combate a incêndio.
O projeto arquitetônico de restauro e conservação foi estabelecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A gestão da obra e do orçamento ficarão a cargo da Arquidiocese de Belém. “Já recebemos o dinheiro e vamos abrir uma licitação para daqui a 2 ou 3 meses. Por mim, eu começaria a reforma ontem”, disse o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira.
Ainda não há previsão de entrega da obra. O templo foi tombado pela União em 1941. (Diário do Pará)
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