Na tarde de ontem (13), uma forte ventania assustou os moradores da passagem Marajoara I, avenida Oeste, bairro de Val-de-Cans. A força do vento foi tamanha que destelhou uma das casas. Por sorte, ninguém saiu ferido.
“Na hora, eu estava em casa com meus três netos. Quando eu ouvi foi aquele barulho horrível. Voou telha, perna-manca, tudo pra dentro do quarto onde eles estavam. Pensei que eles tinham morrido porque depois ficou muito silêncio”, conta, nervosa, a dona da casa Maria do Perpétuo Socorro Nascimento, mostrando o estrago provocado.
A ventania atingiu o telhado do único compartimento superior da casa, jogando-o contra o teto do quarto dos netos de dona Maria. Uma vizinha, que estendia algumas roupas no varal da laje, viu quando tudo aconteceu. “Foi um redemoinho. O vento rodou, levantou todo o telhado e jogou pra frente. Ainda veio um pouco para o lado. Era para ter caído tudo em cima de mim.
Foi Deus que me salvou”, diz dona Maria de Fátima Pinheiro.
REPAROS
Mesmo agradecida por ninguém ter se machucado, a dona da casa atingida não conseguia esconder a preocupação com os reparos que serão necessários. “A vida continua, graças a Deus não feriu ninguém. O problema agora é o conserto. Tem que ter dinheiro”, lamentava. “Compramos treze telhas, vai dá pra arrumar aqui embaixo. Fica faltando só lá em cima, mas dá pra passar a noite”, acredita Dinilson Jaime Nascimento, um dos filhos de dona Maria.
Para o diretor regional do Instituto Nacional de Meteorologia do Pará (INMET), José Raimundo Abreu de Sousa, a chuva que caiu sobre a cidade, na tarde de ontem, não tinha características para provocar fortes rajadas de vento.
“O sistema não acusou. Foi um caso isolado. É possível que a construção superior tenha atuado como barreira para o vento que tomou posição e ganhou mais força”, explica o especialista.
FENÔMENO RARO
Segundo José Raimundo Abreu de Sousa, ventanias podem ocorrer em Belém, nesta época chuvosa, mas são um fenômeno raro, já que dependem de nuvens muito profundas. (Diário do Pará)
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