Após a morte de Raiara Saraiva Santos, com apenas dois dias de nascida, no Hospital Materno Infantil (HMI), em Marabá, sudeste do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou, na manhã de ontem, que serão apuradas as denúncias feitas pela família da recém-nascida. Já foram abertas sindicâncias para avaliar o procedimento no HMI, juntamente com o Ministério Público.
Em 2011, segundo dados da SMS, 31 bebês morreram no Materno Infantil. A enfermeira Percília Augusta Santana, diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria de Saúde, informou que a maternidade realiza cerca de 600 partos por mês, sendo que, em média, 35 dessas crianças precisam de cuidados intensivos. “Os casos de mortes de bebês são isolados e provavelmente foram fatalidades”, disse.
Segundo Percília Augusta, em 2009, a taxa de mortalidade era de 21% e baixou atualmente para 15%, sendo a menor taxa de mortalidade infantil dos últimos anos no município.
O Materno Infantil é a única maternidade pública que atende a 21 municípios da região. Para suprir a demanda, um projeto está pré-aprovado, fruto de uma emenda parlamentar, para a construção de um anexo para atendimento pediátrico, além de uma licitação já fechada para a compra de equipamento, no valor de quase R$ 3 milhões.
“Na parte de estrutura, estamos com dois grandes pregões para compras de equipamentos para o centro cirúrgico, pronto-socorro e UCI”, disse a diretora Percília Santana.
Na parte física, segundo a diretora, existe uma previsão de investimento da Vale, na estruturação do pronto-socorro, que é parte das condicionantes para a instalação da siderúrgica Alpa (Aços Laminados do Pará). (Diário do Pará)
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