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Família de jovem grávida reclama de atendimento

Na tarde do último domingo, João Corrêa perdeu a filha. Ela tinha 20 anos e estava grávida de nove meses. Daiane Correa teve todo o acompanhamento médico necessário para garantir uma gravidez saudável. “Ela fez ultrassom, pré-natal, estava tudo bem”, gara

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Na tarde do último domingo, João Corrêa perdeu a filha. Ela tinha 20 anos e estava grávida de nove meses. Daiane Correa teve todo o acompanhamento médico necessário para garantir uma gravidez saudável. “Ela fez ultrassom, pré-natal, estava tudo bem”, garante o pai. O parto aconteceu no final da manhã de sábado (14), no Hospital Divina Providência, no município de Marituba. O neto nasceu com 4kg e a filha de João foi para a enfermaria passando mal. A família reclama do atendimento no hospital.

“Ela estava bem, não tinha dor, apenas dilatação. Fomos para o hospital rindo”, relembra o pai. Em trabalho de parto, Daiane chegou ao centro de saúde. O relógio do pai, ansioso para conhecer o neto, marcava aproximadamente meia-noite. “Fizemos alguns exames em clínicas particulares, mas a maior parte do atendimento foi pelo SUS. Todos os médicos eram unânimes em dizer que ela faria uma cesariana”, conta. Daiane pesava apenas 45 kg, enquanto o bebê já nasceria grande. “Como pode a médica dizer que minha filha tinha que fazer parto normal? Um bebê de 4kg, todos já tinham dito que devia ser cesárea”, explica.

Segundo o pai, Daiane foi medicada e dormiu. “Como pode uma moça em trabalho de parto ainda dormir? Era para operarem logo ela, mas a médica disse que tinha que ser parto normal, isso está errado”, avalia o pai. No sábado, por volta das 11h30, o bebê nasceu, sem cirurgia.

“Ela foi encaminhada para a enfermaria e começou a passar mal, disse que sentia muita dor porque pressionaram muito a barriga dela para meu neto nascer”, conta João. No decorrer da tarde, o estado de saúde de Daiane piorou. Com hemorragia, ela foi levada para a sala de cirurgia pela mesma médica que realizou o parto.
“Agora que minha filha tava mal, ela resolveu fazer a cirurgia. Retiraram o útero, as trompas e o ovário da minha menina e ela só tinha 20 anos”, lamenta.

Depois da cirurgia, Daiane foi levada diretamente para o Centro de Terapia Intensiva (CTI). O boletim das 11h saiu. “Eles falaram tudo o que tinham feito e no final estava escrito lá que o estado dela era gravíssimo”, conta. João Correa diz que nesse momento já temia perder a filha. “Às 15h, ligaram para o meu genro pedindo para levarmos o documento da Daiane no hospital, aí eu já sabia”, garante. A morte foi confirmada. O bebê respira com a ajuda de aparelhos e deverá ser transferido para a Santa Casa, segundo o avô.

INVESTIGAÇÃO
O Hospital Divina Providência, que é particular, mas conveniado ao Sistema Único de Saúde, em nota, informou que vai investigar se houve erro médico. “Este caso será investigado pela Comissão de Óbito e pela Comissão Materna - Infantil interna do Hospital”, disse a direção da unidade de saúde. (Diário do Pará)

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