plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Na luta diária por melhores condições

Na casa de Isídio de Oliveira, 67 anos, moram 20 pessoas. Doente e sem estudo, ele sustenta a família com um salário mínimo. “É muito difícil, a gente tem que ir se ajeitando como dá. Quando almoça, não janta. Quando janta, não almoça. Tem outras duas fil

twitter Google News

Na casa de Isídio de Oliveira, 67 anos, moram 20 pessoas. Doente e sem estudo, ele sustenta a família com um salário mínimo. “É muito difícil, a gente tem que ir se ajeitando como dá. Quando almoça, não janta. Quando janta, não almoça. Tem outras duas filhas que trabalham em casa de família e ajudam. Mas é sufoco”, confessa o senhor, que em toda a vida só trabalhou com carteira assinada por dois anos e hoje não pode desempenhar suas funções por causa de problemas cardíacos.

Morador da Vila São José, no bairro do Jurunas, Isídio possui casa própria, mas luta para terminar a construção e acomodar melhor os filhos e netos. “Aqui embaixo tem uma sala e uma área atrás. Lá em cima são os quartos, que ainda não estão prontos. Sonho em deixar tudo ajeitadinho antes de morrer, mas não sobra dinheiro”.

A preocupação da esposa, Maria de Jesus, é outra: “Tenho medo pelas crianças, porque aqui a segurança é péssima. A malandragem fuma todo tipo de porcaria a qualquer hora e eles (os netos) saem para brincar e ficam no meio da fumaça, cheirando toda a imundície”, desabafa a dona de casa.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados na terça-feira revelam que situações como a de Isídio e Maria são comuns em todo o Pará. O estudo sobre “Vulnerabilidade das Famílias” constatou que entre os anos de 2003 e 2009 foi lento o processo de melhoria nas condições sociais da população. O índice de redução das desigualdades ficou em 7,7%, fazendo do Pará o segundo Estado brasileiro com pior desempenho na redução das vulnerabilidades da população.

Para o cientista político Osmar Cunha, o Estado amarga essa realidade porque falta gestão. “Embora haja políticas de acesso à educação, facilidade para aquisição de moradia, as políticas ainda são engessadas, deixando muita gente à margem do processo”.

CONHECIMENTO
No estudo, o Ipea considerou seis aspectos: vulnerabilidade, acesso ao conhecimento, acesso ao trabalho, escassez de recursos, desenvolvimento infanto-juvenil e condições habitacionais. Um dos índices mais desastrosos foi a dificuldade de acesso à moradia. Mas o destaque negativo ficou com o indicador de acesso ao conhecimento, que registrou aumento de 0,5% em vulnerabilidade.

Nesse caso, as dificuldades começam cedo, como atesta a dona de casa Ilma Borges, 40 anos, moradora do bairro da Cremação. “Para conseguir creche por aqui é muito complicado. A demanda é tão grande que é preciso fazer uma espécie de seleção. Com a minha filha, eu não tive dificuldade, porque pago, mas quem não tem condição precisa dormir na fila pra conseguir”.

Há 16 anos morando em um quartinho alugado no bairro do Guamá, Geralda Garcia, 38, é outro exemplo da dificuldade de acesso à moradia. A ideia inicial dela era adquirir um imóvel próprio em pouco tempo, mas as despesas domésticas impediram o projeto. “Pago aluguel, água, luz, mais a feira do mês. Quando soma tudo, a gente vê que não dá. Faz é faltar.” (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!