Realizar, fomentar e subsidiar ações de prevenção ao câncer no Estado do Pará. Esse é o papel da Rede Paraense de Controle ao Câncer- RPCC, coordenada tecnicamente pelo Hospital Ophir Loyola. A rede promoverá no dia 27 de janeiro, um Seminário Central no auditório Luiz Geolás. O objetivo é informar sobre a reativação e conquistar novas parcerias para a luta de controle da doença.
A rede conta com parceiros de diversos setores da sociedade, incluindo órgãos públicos e entidades do Terceiro Setor (ONGs), para implantar ações educativas que ajudem a transformar os hábitos da população paraense, em busca de uma melhor qualidade de vida. O projeto envolve parceria entre as Secretarias de Saúde e Educação. Assim pretende-se também alcançar a comunidade escolar, que hoje tem um público de 6 a 60 anos que terá na escola a oportunidade de refletir e aprender sobre o tema câncer, sobretudo chamar a atenção para o método de combate mais eficaz: a prevenção.
De acordo com dados do INCA o Pará terá 9.670 novos casos em 2012. Os de próstata e estômago serão os mais incidentes no sexo masculino. Já as mulheres serão mais acometidas por câncer de colo de útero e mama. A reativação da RPCC é relevante como instrumento capaz de promover uma parceria entre os setores de saúde, educação e sociedade civil organizada na promoção de ações educativas que visem alertar a população sobre os fatores de risco do câncer, os sintomas, a importância do diagnóstico precoce e as formas de tratamento da doença, contribuindo para a prevenção e controle, bem como diminuir a taxa de mortalidade pela doença.
Segundo Noêmia Maués, membro da comissão executiva da RPCC, a estratégia é sensibilizar a comunidade para o desenvolvimento do espírito voluntário no sentido de que possam ser formados núcleos da RPCC em cada um dos municípios paraenses. “O trabalho desses núcleos será baseado na prevenção ao câncer através da educação. Nosso objetivo é mudar o comportamento das pessoas para que, tendo hábitos mais saudáveis, previnam o câncer, que é o nosso foco, entretanto ao preveni-lo estaremos prevenindo outras doenças, promovendo a qualidade de vida”, frisou.
Durante o primeiro e mais importante ciclo de trabalho da RPCC, compreendido entre os anos de 2003 a 2006, mais de 2.500 mil pessoas participaram de treinamentos nos quais receberam informações para atuar como agentes multiplicadores no controle ao câncer. Foram formados 17 núcleos no Estado produzidos e reproduzidos diversos tipos de materiais educativos (CD-ROM interativo, vídeos, cartazes, folders, livretos, DVD), que foram disseminados para 91 municípios. Também foram realizadas três edições do Salão da Vida, único salão de arte no mundo cujas obras são construídas a partir do tema câncer.
É um projeto que envolve a Secretaria Estadual de Saúde do Pará- SESPA e, portanto segue os critérios da Política Nacional de Atenção Oncológica do Ministério da Saúde. “Mas procuramos não perder de vista o enfoque paraense e amazônico que nos caracteriza. Toda a produção de material educativo segue aspectos regionais de forma que, ao ter acesso a esses documentos, o paraense possa identificar-se com ele. Essa identificação facilita a compreensão do conteúdo e o entendimento de que a mensagem é sobre ele e para ele”, enfatizou. (Ascom/Ophir Loyola)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar