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Formandos ficam tensos às vésperas do diploma

Janeiro é o mês das formaturas. Centenas de turmas finalizam a vida acadêmica e põem o primeiro pé no mercado de trabalho. A correria para alugar as becas, para conseguir o anel perfeito, para garantir a festa mais animada. A expectativa para receber o di

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Janeiro é o mês das formaturas. Centenas de turmas finalizam a vida acadêmica e põem o primeiro pé no mercado de trabalho. A correria para alugar as becas, para conseguir o anel perfeito, para garantir a festa mais animada. A expectativa para receber o diploma, porém, não vem só. Junto com ela a incerteza do futuro.

E agora, advogados, engenheiros, jornalistas, enfermeiros, professores, publicitários, arquitetos? Qual é o próximo passo? A tensão do que vem após a faculdade paira sobre os formandos. Alguns querem continuar a estudar, outros pensam em trocar de profissão e ainda há aqueles que buscam desesperadamente por uma vaga no funcionalismo público.

As amigas Jackeline Sousa e Jayllise Medeiros estudaram por cinco anos juntas e agora esperam o dia da diplomação. As duas são bacharéis em Direito e compartilham o nervosismo da formação e a receosa espera pelo exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

“Vamos fazer a prova da ordem e mais ou menos pelo final de março teremos o resultado, a gente está estudando muito para passar por mais essa etapa”, conta Jayllise. Para Jackeline, o bacharelado é só uma parte do processo de formação. “É como se a gente fizesse dois vestibulares e tivesse que estudar e estar preparada sempre”.

A ansiedade e a incerteza não inibem os sonhos. Agora as duas traçam os planos de carreira que desejam seguir. “Pretendo fazer concursos, o dos meus sonhos é da Procuradoria do Trabalho, mas preciso ter base financeira para chegar lá e, por isso, por enquanto, vou fazendo outros”, revela Jayllise. Já Jackeline sabe que sua meta só poderá ser alcançada com muitos anos de trabalho. “Vou fazer concurso de nível superior em 7 ou 8 anos chego a magistratura, que é o que almejo”, conta.

Mas nem todo aluno se forma planejando seguir carreira. Raíssa Dias formou-se no curso de Enfermagem. O diploma ela ganhou há uma semana, mas a certeza de que essa é a profissão da sua vida ainda não chegou. “Eu não vou largar a enfermagem, mas tenho o sonho de fazer medicina ou fisioterapia. Sei que não é um sonho para agora, mas não vou desistir dele”, garante. Ela conta que se interessou pela área da saúde após conversar com um amigo que havia se formado. “Ele me disse que enfermagem era muito bom e eu gostei, mas hoje sei que quero fazer outro curso, sem abandonar a área, claro”, conta.

ESPECIALIDADE

Amiga de Raíssa, Shyrllene Sozinho mal se formou e já está fazendo especialização em Nefrologia. “Comecei em dezembro, sei que o mercado está exigindo cada vez mais que os enfermeiros tenham especialidade, então comecei logo”, conta. Bacharel em Enfermagem, ela também pretende alcançar um cargo público. “De manhã faço cursinho preparatório para concurso público, já tenho uns em mente”, afirma. O mercado de trabalho parece um mundo novo para quem nunca esteve nele. O estágio é uma maneira de estar mais preparado para essa entrada. Carina Castro é bacharel em Ciências Contábeis e conciliou o estudo ao estágio por um ano. “Sei que a experiência me ajudou a ficar mais confiante, tenho mais segurança no trabalho”, relata.

A profissionalização é uma das marcas que de que o jovem está entrando na vida adulta, segundo a mestre em Psicologia Social, Carla de Luna. “Assumir uma profissão requer assumir uma série de responsabilidades, antes “desconhecidas” pelo jovem ou adiadas”, explica.

APOIO

Quando o formando descobre que não está no caminho certo, o apoio dos pais é importantíssimo. “Ao se formar, a permissão de errar ou voltar atrás fica mais “imperdoável”, os pais devem apoiar o jovem no sentido de alertar sobre suas possibilidades, o mercado e ajudar no processo de penetração na vida profissional”, sugere a Mestre em Psicologia Social, Carla de Luna . (Diário do Pará)

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