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Sespa lança campanha contra hanseníase em Marituba

Silenciosa, infectocontagiosa e de evolução lenta, a hanseníase se manifesta com lesões que ainda são pouco valorizadas pelos pacientes, podendo causar incapacidades e deformidades se não for tratada a tempo. Em 2011, a doença fez mais de 3 mil vítimas no

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Silenciosa, infectocontagiosa e de evolução lenta, a hanseníase se manifesta com lesões que ainda são pouco valorizadas pelos pacientes, podendo causar incapacidades e deformidades se não for tratada a tempo. Em 2011, a doença fez mais de 3 mil vítimas no Pará.

Com o objetivo de orientar a população sobre as formas de prevenção e tratamento, foi aberta oficialmente nesta sexta-feira (27) a Campanha Estadual de Combate à Hanseníase, em sessão na Câmara Municipal de Marituba, município da Região Metropolitana de Belém. Com o slogan “Hanseníase tem Cura! É hora de Combater!", a campanha de 2012 também visa coibir a discriminação aos portadores da doença, e ao mesmo tempo destacar a importância da manutenção das ações de vigilância epidemiológica, para que os profissionais da Atenção Primária estejam sempre atentos para detectar a doença na fase inicial.

Alusiva ao Dia Mundial de Combate à Doença (29 de Janeiro), a campanha colocará em prática um plano de metas para 2012, já elaborado pela Coordenação Estadual de Dermatologia Sanitária. Entre as ações figuram estratégias para ampliar a proporção de cura, reduzir os índices de abandono de tratamento, aumentar o controle do aparecimento de novos casos e intensificar a prevenção às incapacidades físicas dos doentes.

De 2011 até o momento, 3.670 novos casos de hanseníase foram confirmados no Estado, dos quais 403 acometeram pessoas com menos de 15 anos. Desse total, 3.036 foram curados. O número de doentes no Pará evidencia uma queda gradual, se comparado aos indicadores epidemiológicos de 2005 a 2010, quando o número de doentes variou de 5.572 a 3.573, com média de 4.569 no período.

Atualmente, todas as unidades básicas de saúde do Estado possuem orientações sobre como agir em caso de sintomas suspeitos, mas só 57% dos municípios paraenses mantêm o Programa Estadual de Controle da Hanseníase (PECH), em condições de concluir o diagnóstico da doença e iniciar o imediato tratamento do paciente.

Sintomas - A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique, e sim procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo.

É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou em tons de marrom em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não apresentam coceira, mas que causam a sensação de formigamento e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque. A doença é de fácil diagnóstico, além de ter tratamento e cura. Mas, se for descoberta tardiamente, pode trazer graves consequências aos portadores e seus familiares, principalmente pelas lesões.

O tratamento conhecido combina o uso de antibióticos, e é fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Assim que o doente inicia o tratamento, deixa de transmitir a doença. Os medicamentos devem ser tomados todos os dias em casa, e uma vez por mês no serviço de saúde.

Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde. “O paciente não precisa se isolar de nada e muito menos ser discriminado. O tratamento pode durar de seis a 12 meses, dependendo da gravidade de cada caso", explicou o dermatologista Carlos Cruz, também integrante da Coordenação Estadual de Dermatologia.

Os indicadores no Pará também atestam que a taxa de abandono do tratamento no Pará (7,9%) está de acordo com o mínimo de 10% determinado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Contudo, o Plano de Metas da Sespa quer ampliar a taxa de cura para mais de 80%. (DOL, com informações da Agência Pará)

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