Lepra, morfeia, mal de Hansen, mal de Lázaro, hanseníase. São vários nomes para identificar uma doença que há milênios é conhecida pela humanidade e ainda assim tem como o principal empecilho de combate a falta de informação. A fim de reverter essa situação, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) lançou ontem uma campanha com o slogan “Hanseníase tem cura! É hora de combater!”. O evento aconteceu na Câmara Municipal de Marituba, município onde foi instalada, na década de 80, uma colônia destinada ao isolamento dos enfermos.
Alusiva ao Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado amanhã, a campanha tem como diretrizes pontencializar as estratégias para ampliar a proporção de cura, reduzir os índices de abandono de tratamento, ampliar o controle do aparecimento de novos casos e intensificar a prevenção às incapacidades físicas das pessoas acometidas pela hanseníase.
“Pretendemos realizar o exame dermatológico em todas as crianças de 4 a 14 anos matriculadas nas escolas municipais de Marituba”, conta José Ademilson Rocha, coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). Ele explica que a prioridade às crianças se dá porque os casos em menores de 15 anos continuam crescendo. “Acreditamos num número ainda maior do que o repassado pelos hospitais porque, muitas vezes, o próprio médico ainda trata a hanseníase como ‘pano branco’ e isso contribuiu para o agravamento dos casos e subnofiticação”.
Segundo dados da Sespa, 3.439 novos casos de hanseníase foram confirmados no Pará em 2011, o que evidencia uma queda gradual, se comparado aos números de 2005 a 2010, com média de 4.569 doentes no período. Os números apontam o Estado como um dos três com maior concentração da doença, ao lado do Amazonas e Mato Grosso. (Diário do PArá)
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